26 de fevereiro de 2014

Vida pela Graça não é vida sem graça.

Graça é dom sobrenatural, concedido por Deus como único meio de salvação. É favor não merecido, é dádiva não paga, é dom gratuito de Deus ao homem num encontro transformador em que a criatura humana é restaurada à sua condição original de amigo próximo de Deus. Pela graça, Deus confere ao homem a participação na vida divina fazendo-o Seu filho adotivo. Ninguém é salvo sem receber a graça de Deus. SETE expressões fundamentais para se entender a graça e seus resultados:


1) Se manifestou salvadora: Não foi o homem que buscou a Deus. A busca pela salvação não começou por decisão humana, mas por decisão de Deus.

2) Educando-nos: A graça, uma vez recebida, produz libertação através da educação. É pelo conhecimento recebido pela gratuita educação de Deus que o homem conquista o poder de transformar sua vida. Jesus disse “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertara”.

3) Presente século: A graça de Deus é contemporânea aos fatos da vida humana. Não é para o amanhã e muito menos para o ontem. A graça salvadora de Deus é para hoje. Não espere, porque amanhã pode ser tarde.

4) De modo sensato: A graça de Deus e o conhecimento da verdade que ela nos proporciona, garantem condições para que vivamos com sensatez e bom senso.

5) De modo justo: A prática da justiça e da correção é característica básica, fundamental da vida de toda pessoa alcançada pela graça de Deus. Vivemos dias que não se pratica mais a justiça, o Reverendo Hernandes Dias Lopes disse “como cristão devemos viver pelo que é certo e não pelo que dá certo”.

6) De modo piedoso: É expectativa de Deus que quem recebe graça seja alguém disposto a também oferecer graça o próximo. Quem recebe perdão, perdoa. Quem recebe bênção, abençoa. Quem recebe a piedade de Deus tem a obrigação de ser piedoso com o próximo.

7) Aguardando: É também de Deus e de graça, que recebemos o dom da esperança em dias de eterna felicidade e paz. É Deus quem nos capacita a pacientemente aguardarmos o dia da vitória final. É Deus quem nos faz suficientemente fortes para superarmos as barreiras do dia-a-dia e chegar vitoriosos, à Terra Prometida.

Evangelho é vida pela graça, não vida sem graça.

17 de fevereiro de 2014

Incredulidade, origens e resultados.

O homem é um ser crédulo por natureza. Por força de berço e de instinto, o homem crê. Fácil perceber isso observando uma criança. Ela acredita, sempre! Diga a ela que em todos os natais vem um velhinho barbudo e de roupa vermelha, viajando em uma carroça voadora que chamam de “trenó”, puxada por renas que, estranhamente, também têm a capacidade de voar... Diga a ela que esse velhinho entra na casa de todo mundo, até daqueles que não têm chaminé, e deixa um lindo presente para as crianças que foram obedientes...qual é a reação da criança? Ela crê nessa história, por mais absurda e ilógica que possa parecer!

Diga a esta mesma criança que, meses depois do velhinho do Natal, vem um coelho (que não bota ovo nenhum) e deixa ovos de chocolate nas janelas, nas caixas de correio e atrás das portas das crianças... mesmo diante de uma tonelada de indicações de que a história não é verdadeira, a criança crê. E crê por várias razões: Crê (1) porque confia cegamente na pessoa que lhe traz a notícia, crê (2) porque o resultado da história lhe traz muita satisfação, (3) crê porque ainda não aprendeu que pessoas mentem e mentem descaradamente, despudoradamente!

A mentira é algo que o ser humano aprende pela observação, pela universalidade (todos mentem!) e pela prática. A vida dessa criança vai evoluir e, cedo ou tarde, ela vai saber que Papai Noel não existe, que coelhinho da páscoa é uma lenda capitalista, vai aprender que mesmo as pessoas em quem ela mais confia mentem para ela e vai, inevitavelmente, também aprender a mentir. E quando aprender a mentir, terá lamentavelmente perdido a fé e a capacidade de crer.
 
Pronto! Temos aí, devidamente formado, mais um incrédulo a se somar à multidão de pessoas que caminharão vivendo o desconforto existencial da falta de fé. Nós que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, nós que trazemos por natureza a infinita capacidade da fé, ao mesmo tempo em que adquirimos conhecimento da vida, perdemos a fé. À semelhança de Adão, nosso pai ancestral, quando a vida nos apresenta o fruto da árvore do conhecimento do bem E do mal, começamos a perder nossa identidade com o Sagrado. Deixamos de ser “crianças” e alçamos ao status de homens e mulheres “cheios” de “conhecimento”, de “sabedoria”. E tão incrédulos quanto incrédulos eram os contemporâneos de Jesus, passaremos a conviver com o problema da incredulidade: temos a fé em nosso DNA, mas aprendemos a não crer. 
 
E como aqueles, passamos a viver a interminável busca de algo no qual possamos crer. Algo que nos explique os inexplicáveis da vida através da fé desaparecida, perdida, extinta em nós pela “verdade”. Continuamos, como crianças perdidas no meio das mentiras e verdades presentes na História, buscando uma na qual possamos crer. Por mais que venha vestida em mantos vermelhos, arrastadas por estranhas carruagens voadoras, nós adultos também voltamos a crer.
 
Veja, por exemplo, as milhares de tradições religiosas do nosso século: Há templos dedicados aos macacos, às vacas, a fantasiosos ídolos de pedra! Há sistemas religiosos complexos baseados na existência de uma erva que produz um louco “barato”! Há pessoas crendo em explicações das mais malucas, baseadas em argumentos ainda mais loucos! Mas, crêem. Crêem porque afinal, precisam instintivamente crer em alguma coisa!

Aí, um belo dia, a Verdade (assim mesmo...com V maiúsculo!) aparece e os homens não crêem! Deus, o Verdadeiro Deus se revela, apresenta provas incontestes de Sua Verdade e, mesmo assim, os homens não crêem! Entre a Verdade do Filho do Homem e as mentiras da religiosidade maluca dos homens, eles preferem suas fantasias! Que loucura, meu Deus!

Vejam o povo hebreu fugindo do exército egípcio: Deus faz o Mar Vermelho se abrir! Imagine você a cena! Um mar se abrindo, você passando a pé pelo meio das águas e o exército que te persegue sendo engolido atrás de você! Como não crer em um Deus que te faz isso? Como não crer em um Deus que te aquece com uma inegável coluna de fogo todas as noites no Deserto do Sinai? Como não acreditar no maná, comida que literalmente cai do céu todas as manhãs? Ainda assim, ainda que o Verdadeiro Deus tenha se mostrado de forma tão real, a maioria daqueles que lá estavam preferiram não crer e morreram no deserto.

Veja os dias de Jesus: Os evangelhos mostram a fama de Jesus se espalhando pelo Oriente e pelo Ocidente por causa dos espantosos milagres que Ele fazia! Pessoas sendo curadas aos milhares, e curadas das mais diversas modalidades de males incuráveis! Pão sendo multiplicado diante dos olhos de todos! “Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?!!” O próprio diabo, diante do testemunho ocular das pessoas, muitas vezes reconheceu a divindade de Cristo e, mesmo assim, os homens seguiam não crendo!

Uma incredulidade teimosa, uma falta de fé que não cede, não “arreda pé” mesmo das mais assombrosas evidências de Verdade! Não lhe parece irritante isso? Nós, crentes do século XXI, que não vimos nem uma nesga de tantos milagres relatados na Bíblia, desejamos e buscamos todos os dias um “milagrinho” simples, pequeno, uma amostra miúda e dificilmente conseguimos! Não nos irrita olharmos para a “fartura” de milagres dos tempos bíblicos em contraponto com a incredulidade daqueles homens? Não nos dá uma vontade de entrar em uma máquina do tempo e baixar lá na Jerusalém do século I e sair dando sopapos naqueles incrédulos? Cooooomo vocês não crêem neste Jesus? Não está na caaaaara que Ele está falando a verdade? Cooooooomo vocês ainda preferem acreditar no fariseu que mente tanto???

Calma! Não se irrite com a falta de fé. O próprio Jesus lidou e se viu obrigado a conviver com isso. Veja Jo.12:37-50. Olhando para este texto, e tão somente para o texto, e crendo que esse registro é uma partícula da palavra da Verdade que o próprio Deus endereçou a nós, observe:

       1) A capacidade de crer é dom de Deus. A fé inata ao ser humano nasce em Deus e sem uma ação direta de Deus sempre será mais fácil acreditar nas mentiras humanas do que nas Verdades reveladas por Deus através da obre de Cristo. (v.40)

  2) Assim como a criança crê no chocolate do ovo porque este lhe parece doce e agradável, nós também preferimos crer mais nas mentiras que nos dão algum conforto do que nas verdades que nos exigem mudanças mais profundas. (v.42)
  
       3) A fé em Jesus obriga todo crente a abandonar as antigas práticas mundanas e dedicar-se a uma vida renovada, iluminada pela Verdade do Evangelho (v.46).

    4) Ao optar pelas mentiras do falso conhecimento humano, ainda que diante das inegáveis demonstrações da Verdade de Jesus, todo homem atrai para si a condenação ao eterno distanciamento de Deus, a definitiva separação entre Criador e criatura (V.48).

26 de janeiro de 2014

Armadura de Deus

Uma igreja de ataque e não exclusivamente de defesa. A igreja, como herdeira do Senhor dos Exércitos, tem obrigação de enfrentar o inferno. A armadura de Deus é uma arma de defesa, mas também de ataque.
O foco da carta de Efésios - 6:10-17 - é a vida da Igreja. Eis o texto escrito por Paulo:
"Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder.
Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo, pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.
Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo.
Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça
e tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz.
Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês poderão apagar todas as setas inflamadas do Maligno.
Usem o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus."
Efésios 6:10-17
Na visão paulina revelada nesta belíssima epístola, a igreja é a nova família de Deus, uma colônia onde Ele estabeleceu uma amostra da unidade e dignidade renovada da raça humana pela graça de Cristo Jesus.
A Igreja é como um posto avançado da misericórdia do Pai em um mundo tenebroso (Ef. 5:3-17), buscando e aguardando a redenção final, que se dará no dia da volta do Senhor.
Expostos os perigos e os desafios a serem enfrentados neste mundo, Paulo apresenta no texto base deste estudo o ferramental necessário para que a Igreja permaneça firme, capacitada e protegida para percorrer todo o caminho, chegando ao dia final como vitoriosa em Cristo.
Esse ferramental é descrito como sendo uma armadura e isso revela a semelhança entre o cristão e um soldado enfrentando inimigos poderosos em uma terra distante, estranha e perigosa.
Observe que a armadura completa engloba não apenas instrumentos de defesa, mas também armas de ataque.
I. A "luta" ou a "guerra" de que trata esse trecho da carta, refere-se ao ambiente espiritual. O inimigo do cristão não é representado por pessoas, nem mesmo por aquelas que nos afrontam. O inimigo, de fato, se apresenta como principados e potestades espirituais. Paulo está falando do inferno, dos demônios que dominam esse mundo e que armam ciladas para a derrota dos santos. É um equívoco lutarmos contra pessoas; o próprio Cristo nos avisa quanto a esse fato, ensinando-nos a orar pelas pessoas que nos perseguem, pois na verdade não são elas as nossas inimigas, mas o diabo. (Mt 5:44)
ENTENDENDO A ARMADURA DE DEUS
1-) Conhecimento da Verdade
2-) Prática da Justiça
3-) Paz de Espírito
4-) Disposição em anunciar o Evangelho
5-) Consciência da Salvação
II. O conhecimento da verdade, a prática da justiça, a paz de espírito, a disposição em anunciar o Evangelho, a consciência da salvação e a fé em Jesus são os atributos cristãos que Paulo compara aos elementos de uma armadura. Revestidos de tais elementos, o cristão estará totalmente preparado para resistir a quaisquer investidas satânicas.
III. Revestidos dos elementos da armadura de Deus, o cristão transitará em vitória pelo deserto da Terra, fortalecendo-se diariamente através da prática da oração, da vigilância constante, da perseverança na fé e na comunhão entre os santos. (Ef. 6:18)
Num determinado trecho, Paulo menciona o "dia mau" (v13). Esse é o dia (ou os dias) em que as hostes malignas conspiram contra a nossa paz. Tais "dias" parecem acontecer com uma frequência constante, e isso é assustador. Mas façamos como o salmista, elevando diariamente os olhos e contemplando o socorro que vem do alto (Sl. 121:1-2). Não há um soldado que percorra o campo de batalha sem seu aparato de guerra. Não pode haver cristão vencedor sem a armadura de Deus ensinada por Paulo aos de Éfeso.
Devocional
O Pastor Jairo Ishikawa falará no culto de hoje sobre batalhas e o texto de inspiração para a devocional é o Salmo 46. `um salmo muito utilizado nas batalhas militares.
"Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade.
Por isso não temeremos, embora a terra trema e os montes afundem no coração do mar,
embora estrondem as suas águas turbulentas e os montes sejam sacudidos pela sua fúria. Pausa
Há um rio cujos canais alegram a cidade de Deus, o Santo Lugar onde habita o Altíssimo.
Deus nela está! Não será abalada! Deus vem em seu auxílio desde o romper da manhã.
Nações se agitam, reinos se abalam; ele ergue a voz, e a terra se derrete.
O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é a nossa torre segura. Pausa
Venham! Vejam as obras do Senhor, seus feitos estarrecedores na terra.
Ele dá fim às guerras até os confins da terra; quebra o arco e despedaça a lança, destrói os escudos com fogo.
"Parem de lutar! Saibam que eu sou Deus! Serei exaltado entre as nações, serei exaltado na terra. "
O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é a nossa torre segura. Pausa"
Salmos 46:1-11

22 de janeiro de 2014

...e as portas do inferno não prevalecerão!

Esta é a primeira e praticamente única vez em que Jesus usa o termo “Igreja”, no Novo Testamento. Há uma citação em um outro contexto (Mc.18:17), mas ali Jesus refere-se à congregação local e não à Igreja que pretende fundar a partir de sua ressurreição.

No momento em faz tal declaração, Jesus está em pleno ministério, andando pela Galiléia e pelo norte de Israel. Está no chamado “Ano da Popularidade”, o segundo ano de Seu ministério, quando seus discursos impactantes acompanhados de milagres assombrosos, fez dEle uma verdadeira celebridade internacional. Os Evangelhos mostram a fama de Jesus correndo à Síria e ao Líbano.
Durante este tempo, Jesus passou a enfrentar duas “frentes” de oposição: De um lado, o poder político (domínio dos romanos) já percebia que sua fama crescente podiam transformá-lo em uma ameaça, já que o povo o aclamava como operador de milagres (saúde) e fornecedor de pão abundante (alimento); de outro lado, o poder religioso, representado pelos líderes do Judaísmo também começava a se sentir ameaçado por um homem que fazia duras críticas ao tradicionalismo religioso dos mestres que converteram o Judaísmo em um fortíssimo braço de dominação sobre o povo, já cansado de tanta opressão.

De um lado, o peso da dominação romana, com seus impostos, confiscos e leis. De ouro lado, o peso exercido pelos líderes de uma religião corrompida, cheia de interesses e ligações com o dinheiro e com o poder. Jesus não cobrava nada pelo pão, nada pelas curas e ainda proclamava um discurso libertador e revolucionário. Não demoraria muito até que o poder político se aliasse ao poder religioso que, juntos, tramariam sua perseguição, prisão e morte.

O povo que seguia a Jesus e até mesmo seus discípulos mais chegados demoraram para perceber a ameaça da conspiração infernal que aos poucos ia os cercando. Jesus sabia de tudo. Desde os primeiros questionamentos dos fariseus acerca de Seus ensinos, Jesus já percebia o início do movimento que tramaria Sua morte. O inferno já se movimentava no sentido de impedir que Jesus realizasse sua obra; desde a tentação no deserto, as potestades infernais exerciam sua oposição.

Desde muito cedo, portanto, as forças do mal já haviam determinado os alvos de sua perseguição: o alvo primário era Jesus. Ao longo de todo o Novo Testamento, vemos o inimigo se movimentando no sentido de desviar Jesus de seus objetivos. Todo o esforço infernal contra Jesus foi em vão. Ele terminou Sua obra, indo até a cruz e de lá à Páscoa da Ressurreição. Mas o inferno não parou de trabalhar; se não pôde deter Jesus, agora o inimigo foca seus esforços em seu alvo secundário: a Igreja deixada por Jesus.

O texto base da mensagem de hoje mostra claramente que Jesus, desde muito cedo, já sabia que o inferno trabalharia com afinco ao longo de toda a história para deter a Igreja. Por isso, Ele  nos fortaleceu com seu Espírito Santo. Em Jo.14 vemos Jesus delegando ao Espírito Santo a tarefa de fortalecer e capacitar a igreja a enfrentar a luta contra o inferno. Mas o conteúdo do versículo que lemos no início, revela partes importantes do projeto de Jesus no que diz respeito aos fundamentos existenciais da Igreja.

      1) Definindo IGREJA...
Fica claro desde o início, que Jesus não se referia a uma instituição, a um conjunto de prédios ou latifúndios; no projeto de Jesus, Igreja é o conjunto de pessoas que crêem nEle e que se comprometem com a mensagem contida em Sua morte. O contexto de Mt.16 revela um Jesus empenhado em preparar discípulos para a Sua morte e para o projeto que viria após ela. Igreja, pelo menos nessa frase de Jesus, não é placa na porta, não é CNPJ, não é catedral e nem mesmo um plano de atividades assistenciais. A Igreja Triunfante de Jesus é o conjunto de salvos, desde a fundação do mundo, que estarão “vestidos de branco” no Dia do Juízo. É a esta IGREJA que Ele se referiu.

2    2) A Igreja deve marchar contra o inferno e não o contrário.
No projeto de Jesus Cristo, a Igreja não assume, primariamente, uma posição meramente defensiva. Não é a Igreja que tem que “se defender” do inferno. Ao contrário, Jesus construiu uma Igreja que ataca o inferno; os demônios é que deviam temer os crentes e não o contrário!

O que temos visto, desde os tempos dos apóstolos são crentes “entrincheirados”, buscando defesa contra os constantes e crescentes avanços do inferno contra nossas casas e nossas igrejas (com i minúsculo!) Sim, eu sei que a Palavra nos dá muitas instruções sobre como nos defender do inferno. Paulo falou muito disso e outros apóstolos também, mas se voltarmos ao projeto inicial, perceberemos que Jesus fala, primeiro, de uma Igreja (com I maiúsculo) que avança constantemente e bate à porta do inferno para de lá arrancar as almas aprisionadas.

A realidade está aí, diante de nós e para a nossa vergonha: O inferno bate todos os dias à porta de nossos lares, através da pornografia televisiva, midiática, internética; o inferno está arrombando as portas dos nossos casamentos (nossos sim, de crentes, igrejas com i minúsculo) e destruindo lares usando os aríetes da traição conjugal, da mentira, do homossexualismo; o inferno está aí, atacando e paralisando igrejas (com i minúsculo) através do egoísmo, da falta de amor, do jogo de interesses, da “des-comunhão” dos santos (com igualmente minúsculo).

Jesus fundou a IGREJA TRIUNFANTE e a maioria das pessoas tem se contentado em fazer parte de uma igreja que nem em sombra reflete o plano original do Mestre.

3)      As portas do inferno se rompem mediante a ação da Igreja
Os calabouços do inferno estão repletos de almas aprisionadas pelo pecado, pela mentira, pelo engano e pela morte. Zilhões de condenados! Pessoas que seguem vivendo sem nem mesmo se darem conta da eterna prisão em que vivem. Seguem, a exemplo dos fariseus de Jo.8,  vivendo sem notar o peso dos grilhões.
Quando Jesus fala “as portas do inferno não prevalecerão” Ele está acionando uma Igreja verdadeiramente missionária, um exército de conhecedores da Verdade que não se contenta em habitar templos com ar condicionado e cadeiras estofadas, mas que MARCHA, que AVANÇA rompendo as defesas infernais, arrombando suas portas e libertando seus cativos.

Concluindo, precisamos tomar posição diante de Deus. A afirmação de Jesus soa-nos como um alerta: a qual grupo VOCÊ pertence? Você deseja fazer parte da Igreja (com I maiúsculo) ou vai se contentar em ser ou frequentar uma igreja (com i minúsculo) ?

Pr. Jairo Ishikawa
Igreja Batista da Paz do Coxipó

8 de dezembro de 2013

"Decadénce avec Elégance"

O versículo 1 de 1Juízes prenuncia um período de 430 anos, quando os judeus iniciam uma fase de decadência.
"Depois da morte de Josué, os israelitas perguntaram ao Senhor: "Quem de nós será o primeiro a atacar os cananeus? "
Juízes 1:1
Assim acontece até o final do livro, no último versículo (25) do capítulo 21:
"Naquela época não havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo.
Juízes 21:25
Depois deste período, no 2Juízes, aparece um novo personagem levantado por Deus, o profeta Samuel que unge o primeiro e o segundo reis de Israel.
No período de decadência, Israel perdeu suas lideranças, faltaram referenciais de vitória ao povo. Quando não nos lembramos mais das vitórias, perdemos também esta referencia.
Na sequencia, Israel se tornou extremamente desorganizado - cada um podia fazer o que queria. E começaram a viver de aparências. Assim, acontece conosco em momentos de crise - gasta-se mais do que se tem para manter o status, para compensar perdas, adiar a solução verdadeira.
Em tempos de crise há isolamento. Desta forma ficou Israel, não havia povos amigos a sua volta. Na sua vida, isso é comum, em fase de decadência.
A decadência ainda pode motivar o afastamento de Deus, a voz de Deus por meio de profetas se enfraquece e a voz de Deus deixa de ser ouvida. O silêncio de Deus significa derrota, decadência espiritual. É preciso buscar a voz de Deus, porque como diz a bíblia, sem profecia, o povo se corrompe.
Israel não obedeceu a Deus e entrou em convivência com outros povos que cultuavam outros deuses. Israel passou a exercer uma religiosidade vazia, por obrigação religiosa. A influencia pagã contribuiu decisivamente para o afastamento de Israel do Deus verdadeiro. Em tempos de crise, não recorra a deuses estranhos.
Para reverter verdadeiramente uma fase de decadência, destacam-se três caminhos. Elegância com base em vitória, em verdade, como deseja Jesus Cristo.

1-) Resgatar o princípio de autoridade na sua vida - Quem manda em você? Temos que reconhecer que sobre nós há uma autoridade. Deus, por meio do profeta Samuel, ungiu o primeiro rei de Israel, Saul. Quando Saul é coroado, Deus restabelece o princípio da autoridade. Em casa, o pai, a mãe e os filhos tem o seu papel. Pai e mãe tem autoridade sobre os filhos. A Bíblia revela o primeiro princípio com promessa: honrar pai e mãe. O homem governa a casa, com responsabilidade sobre a provisão; a mulher tem autoridade sobre as finanças da casa, a administração do lar, em obediência ao marido; os filhos obedecem.
"Ele fará com que os corações dos pais se voltem para seus filhos, e os corações dos filhos para seus pais; do contrário eu virei e castigarei a terra com maldição. "  Malaquias 4:6

2-) Unidade/Comunhão - Um dos grandes feitos do rei Davi, o segundo rei de Israel, foi o de reunificar o reino de Israel. Com isso, Deus restaurou o princípio da comunhão. Deus disse que onde dois ou três estiverem reunidos em nome dEle, Ele estará presente. A comunhão atrai a presença de Deus, a desunião afasta. Comunhão é acordo. Em qualquer área da sua vida que estiver passando por decadência, aplique o princípio da comunhão. 

3-) Restauração do culto perfeito ao Senhor - O terceiro rei de Israel foi Salomão, que teve como maior obra a construção do primeiro templo ao Senhor. Temos que restaurar a totalidade do culto ao Senhor, sem divisão com deuses pagãos, com santos que são personagens históricos importantes, mas não tem poder divino. A glória de Deus precisa ser restaurada na sua vida em um culto verdadeiro que não esteja restrito à religiosidade, às obrigações sociais. A bíblia deve ser lida e meditada.

Com o resgate destes três princípios, o Evangelho promoverá transformações na sua vida.

Devocional
O Salmo 98 traz um texto convite ao louvor, para honrar a Deus ao final de um tempo ruim "quando Deus se lembrou da Sua misericórdia - e nos resgatou, e da Sua fidelidade - às promessas que Ele fez. Quando Davi chama o povo à cantar, é sinal que um tempo de decadência está finalizando.  

Cantem ao Senhor um novo cântico, pois ele fez coisas maravilhosas; a sua mão direita e o seu braço santo lhe deram a vitória!
O Senhor anunciou a sua vitória e revelou a sua justiça às nações. Ele se lembrou do seu amor leal e da sua fidelidade para com a casa de Israel; todos os confins da terra viram a vitória do nosso Deus.
Aclamem o Senhor todos os habitantes da terra! Louvem-no com cânticos de alegria e ao som de música!  Ofereçam música ao Senhor com a harpa, com a harpa e ao som de canções,
com cornetas e ao som da trombeta; exultem diante do Senhor, o Rei!
Ressoe o mar e tudo o que nele existe, o mundo e os seus habitantes!
Batam palmas os rios, e juntos, cantem de alegria os montes;  cantem diante do Senhor, porque ele vem, vem julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos, com retidão.  Salmos 98:1-9

1 de dezembro de 2013

O novo nascimento em Cristo

O Pastor Joide Miranda ministra a Palavra no culto de hoje. Ele é conhecido nacionalmente por ter deixado a vida de travesti, que incluia prostituição, drogas. Joide viveu nos grandes centros do país e também da Europa.
O Pastor propõe a reflexão sobre o Novo Nascimento.

Havia um fariseu chamado Nicodemos, uma autoridade entre os judeus.
Ele veio a Jesus, à noite, e disse: "Mestre, sabemos que ensinas da parte de Deus, pois ninguém pode realizar os sinais miraculosos que estás fazendo, se Deus não estiver com ele".
Em resposta, Jesus declarou: "Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo".
Perguntou Nicodemos: "Como alguém pode nascer, sendo velho? É claro que não pode entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe e renascer! "
Respondeu Jesus: "Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito.
O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito.
Não se surpreenda pelo fato de eu ter dito: É necessário que vocês nasçam de novo.  João 3:1-7 

Quando uma pessoa se converte, tem que tomar consciência do seu pecado e arrepender. Arrependido, o convertido deve voltar-se para a mudança. O pecado mais difícil de ser vencido é o da mentira. O convertido tem que deixar o seus conceitos adquiridos no mundo, o conhecimento humano e entregar-se às coisas de Deus.
O crente nasceu de novo em Cristo e deve adaptar a sua vida, transformando o seu caráter à semelhança de Cristo. Isso pode levar muito tempo e depende do relacionamento pessoal de cada um com Cristo.
O exemplo é a caminhada de 400 anos do povo judeu, liberto do Egito, rumo à Terra Prometida. Durante esta caminhada muitas vezes, o povo sobressaltado pelas dificuldades, proclamou que preferia voltar à escravidão.
É assim, muitas vezes, que acontece quando nos convertemos à Cristo. É preciso nascer de novo a cada dia, renunciando ao pecado sem cessar.
Em primeiro lugar, é preciso entender que Deus é Espírito, que a partir da conversão, habita no seu corpo. É complexo, mas não é o entendimento que deve ser buscado e, sim, a obediência. Você decidiu nascer para Deus, deve servir a Deus e não o mundo. É preciso conhecer o coração de Deus. 
Na readaptação, é preciso saber lidar com as emoções, parar de se sentir coitado, de murmurar, de maldizer, de fofocar. É preciso olhar para dentro de si mesmo e amar o próximo, com compaixão, solidariedade. Você o responsável por conquistar o seu lugar no céu.
O tamanho do seu Deus é o tamanho da sua fé. Você deve estar neste mundo, com a consciência de que não faz parte dele. Os meus conhecimentos não vão alcançar a sabedoria de Deus, nunca.
Na readaptação é necessário nascer de novo também no plano físico. Se você nasceu de novo, a sua parência, pelo estilo de roupa e de falar tem que mudar. O homem e a mulher de Deus não são comandados pela sensualidade.
Arrependimento, conversão significa metanóia - mudança de pensamento, de atitude. Caminhar a cada dia para um novo estilo de vida.
Só será reconhecido por Jesus, aquele que realmente nascer de novo. Não basta frequentar igreja e ser guiado pela religião. "Se pelo Espírito mortificardes a carne do corpo, vivereis."
"Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, estes são filhos de Deus."
Já não sou eu quem vive, mas Cristo que vive em mim". E se Cristo vive em mim, farei a vontade dEle e não a minha.
Será que nós realmente nascemos de novo? Será que me adaptei a um novo estilo de vida em Cristo? Deus é de amor e também de justiça. Deus leva em consideração o tempo da nossa ignorância, mas depois de conhecer e aceitar Jesus Cristo, Deus quer um novo nascimento.

Devocional
O culto é iniciado com a reflexão do Pastor Jairo Ishikawa a respeito da morte de duas pessoas e estilo de vida. Hoje existe uma intensa batalha para que nós determinemos um estilo de vida bom para a família, com uma rotina confortável, sem sobressaltos.
O Pastor noticia o falecimento do  Bispo Iris, de Belo Horizonte, ocorrido há dois dias. Este bispo se dedicado ao estudo da Teologia durante a vida inteira, com alegria. Ouro falecimento nesta semana foi do ator Paul Walker, também em acidente de carro, como o Bispo Iris.
A morte acontece para todos. A diferença não está na morte ou na forma de esta acontecer. A diferença está no seu estilo e legado de vida. O que você fez com os anos que Deus te concedeu. Todos nós chegaremos à morte, mas vamos cuidar de como vivemos com sensatez, zelo pela justiça e piedade.

"Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens.
Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente,
enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo.
Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras.
É isso que você deve ensinar, exortando-os e repreendendo-os com toda a autoridade. Ninguém o despreze."  Tito 2:11-15

10 de novembro de 2013

Transformando conflitos em bênçãos

At.15:39-40

INTRODUÇÃO 

Dentre os diversos fatos da vida de qualquer pessoa, situações de conflito talvez estejam entre as mais comuns. O choque de opiniões, a divergência de prioridades, a diferença de valores e as infinitas formas de se reagir a um imprevisto, costumeiramente levam pessoas a situações desconfortantes. Viver sem enfrentar conflitos é impossível. Mesmo só e isolado, o homem experimenta conflitos interiores, entre seus próprios valores, culpas e indecisões.

  • É possível transformar situações de conflito em bênçãos?
  • Há propósito divino nas diferenças entre pessoas?
  • Como enfrentar o conflito com pessoas próximas sem deixar perecer o amor, o companheirismo e a amizade?
Tentarei responder as perguntas acima à luz da Bíblia e partindo da ideia de que, nesta meditação, nosso alvo não são os conflitos que enfrentamos contra as hostes infernais, nem as lutas contra as perseguições do mundo e muito menos contra aquele que diariamente tenta nos acertar com seus dardos incandescentes. Hoje, particularmente, quero abordar os conflitos contra pessoas do nosso convívio, pessoas que amamos, aquelas que não queremos magoar, cuja relação não queremos romper, mas que vez ou outra se comportam de modo diferente daquele que esperávamos, vez ou outra manifestam opiniões diferentes da nossa, vez ou outra agem de modo que nós jamais agiríamos.


Lições da Guerra do Vietnã

Na Guerra do Vietnã o exército norte-americano enfrentou um tipo de batalha que nunca tinha enfrentado antes. A guerra de guerrilha, emboscadas em matas fechadas, os ataques furtivos e inesperados com armas de curto alcance e baixo calibre, mas que tantas baixas causaram.

Talvez por conta do ineditismo daquela guerra, os norte-americanos passaram a utilizar fogo de artilharia, lançando pesadas granadas e morteiros por cima de suas próprias tropas, buscando atingir o inimigo à frente delas. Não foram poucas as vezes que os artilheiros calcularam mal os seus tiros, e assim acertaram suas próprias tropas, dizimando pelotões inteiros com suas bombas incandescentes. Outras vezes, a própria infantaria progredindo entre a mata, disparava seus fuzis contra o inimigo entrincheirado nas matas, mas por conta da pouca visibilidade, acabava por atingir seus próprios companheiros que caminhavam alguns metros à frente. Verificou-se que muitos corpos de soldados norte-americanos tinham marcas de balas na nuca e nas costas.

Esses erros terríveis ficaram conhecidos como fogo-amigo. Milhares de soldados morreram vítimas desses tiros equivocados, vítimas da lambança bélica motivada pela arrogância e pelo despreparo.

De igual modo, não são poucas as vezes na vida em que, perdendo o inimigo-alvo de vista, passamos a alvejar aqueles que não são inimigos. Não apenas familiares, mas também amigos, companheiros de trabalho, companheiros de ministério, passam a ser atingidos por nossos balaços e agressões em conflitos intermináveis! Por vezes, agimos como se, na verdade, quiséssemos trucidar, eliminar, matar as pessoas mais próximas de nós, tamanha a força dos nossos ataques e contra-ataques nos momentos de conflitos.


Contextualização Bíblica:

Vejamos uma situação de conflito que atingiu, diretamente, alguns dos mais importantes líderes da história do cristianismo depois do próprio Cristo.

“Tiveram um desentendimento tão sério que se separaram. Barnabé, levando consigo Marcos, navegou para Chipre, mas Paulo escolheu Silas e partiu, encomendado pelos irmãos à graça do Senhor.” (At.15:39-40)

O texto acima é o epílogo de um conflito cuja narrativa começa ainda antes do planejamento da primeira viagem missionária de Paulo. Veja At.13:1-2>> “Na igreja de Antioquia havia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca e Saulo. Enquanto adoravam o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: "Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado". Assim, depois de jejuar e orar, impuseram-lhes as mãos e os enviaram.” Veja também o versículo cinco>> “Chegando em Salamina, proclamaram a palavra de Deus nas sinagogas judaicas. João estava com eles como auxiliar.” A pergunta que não quer calar é: Se o Espírito Santo mandou que enviassem Saulo e Barnabé, o que João Marcos estava fazendo ali? Guardemos essa pergunta para um pouco mais tarde...

No versículo treze do mesmo capítulo, ainda na primeira metade da viagem, um fato inesperado atinge a equipe de missionários de modo a contrariar seriamente o apóstolo Paulo: “De Pafos, Paulo e seus companheiros navegaram para Perge, na Panfília. João os deixou ali e voltou para Jerusalém.” (At.13:13)

A leitura desses versículos nos mostra que uma situação de conflito está sendo construída. Tal conflito vai ficar claro, explodindo em At.15:36 a seguir: “Algum tempo depois, Paulo disse a Barnabé: "Voltemos para visitar os irmãos em todas as cidades onde pregamos a palavra do Senhor, para ver como estão indo". Barnabé queria levar João, também chamado Marcos. Mas Paulo não achava prudente levá-lo, pois ele, abandonando-os na Panfília, não permanecera com eles no trabalho. Tiveram um desentendimento tão sério que se separaram. Barnabé, levando consigo Marcos, navegou para Chipre, mas Paulo escolheu Silas e partiu, encomendado pelos irmãos à graça do Senhor.”


Abordando conflitos sob a perspectiva de Deus:


O Evangelho avançou rápida e triunfantemente pela obra, agora, de DUAS equipes missionárias.

Enquanto Paulo e Silas avançaram em direção ao Oeste Asiático, Barnabé e João Marcos foram para a ilha de Chipre. A Igreja, como um todo, e a marcha do Evangelho pela História, foi abençoada pela decisão de Paulo e Barnabé.

Mais tarde, Paulo reencontra-se com Barnabé e, juntos, ministram alegremente em Corinto e na Galácia; quanto a João Marcos, o próprio Paulo reconhece, anos mais tarde que ele é extremamente útil ao seu ministério (2Tm.4:11)

1) O desconforto do CONFLITO não pode, sob nenhuma hipótese, esbarrar em nossa intensa disposição de enfrentá-lo. "Não pensem que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.” (Mt.10:34)
2) Sendo situações inevitáveis da vida, não podemos, nunca, deixar esmorecer nossa coragem de, se necessário, enfrentar todas as dores advindas do embate e de suas repercussões.

3) Deus providencia conflitos para que nossa qualidade de vida espiritual experimente progresso. Por isso, precisamos de fé nos propósitos divinos em cada situação de conflito.


QUATRO LIÇÕES CONCLUSIVAS:

1) Uma vez estabelecido o conflito, fugir dele ou agir como se não existisse, serve apenas para adiar a bênção reservada ao momento do acordo.
2) Um conflito será transformado em bênção no momento em que as partes envolvidas perceberem que Deus habita no acordo, mesmo que este implique em algum distanciamento.
3) Distanciamentos temporários provocados por conflitos não precisam ser, necessariamente, encarados como estabelecimento de inimizade, rancor e ódio.
4) Como cristãos, não somos chamados para evitar confrontos, mas para contribuir para o estabelecimento da paz através da presença de Cristo.

4 de novembro de 2013

As três lágrimas de Cristo

Ao longo dos QUATRO Evangelhos, são citadas apenas DUAS oportunidades em que Jesus chora. É certo que Ele chorou muitas outras vezes, mas apenas nessas DUAS oportunidades as lágrimas do Mestre foram observadas e documentadas.
O livro de Hebreus traz um TERCEIRO registro claro e direto de Jesus vertendo lágrimas. (Não sabemos a autoria do texto, mas sabemos tratar-se de alguém de grande conhecimento tanto da história de Jesus Cristo quanto das tradições judaicas.)
Diante destes textos, buscarei analisar cada um dos TRÊS contextos, de modo a entender as razões que levaram o Mestre a verter lágrimas, bem como qual era a atitude de Jesus no momento em que chorava.
Jo.11:35, o menor versículo da Bíblia (na maioria das versões em português), acontece no contexto da morte e ressurreição de Lázaro. O choro de Jesus é motivado pelo clima de tristeza entre seus particulares amigos.
Em Lc.19:42, Jesus chora ao contemplar Jerusalém. Lança ali seu lamento pela insistente recusa dos habitantes daquela cidade em relação ao ministério messiânico.
O escritor de Hebreus narra (Hb.5:7) o episódio da oração de Jesus no Getsêmani, momentos antes de ser preso e levado a julgamento.
São pois, estas, as TRÊS LÁGRIMAS DE JESUS CRISTO:
1)      A lágrima do Amigo
2)      A lágrima do Pastor
3)      A lágrima do Redentor

27 de outubro de 2013

O que nos leva a vencer os embates desta vida

Pastor João Batista de Oliveira, de Ponta Grossa, PR, é o pregador no culto desta noite. Ele é diretor e professor do Seminário Peniel naquele município. 

Levantem-se, vão embora! Pois este não é o lugar de descanso. 
Miquéias 2:10

Nos seus ensinos, Jesus, em momento nenhum, enganou os seus seguidores, foi muito transparente na sua forma de ensinar. E ele disse: "no mundo tereis aflições, mas tenham bom ânimo, porque eu venci o mundo." Em outra oportunidade, ele diz: "Quem quiser me seguir, toma a sua cruz e segue-me". Em outra ocasião, disse a um homem que queria segui-lo: "pare e reflita porque o passarinho tem seu ninho, mas o filho do homem não tem onde repousar a sua cabeça."

Com isso, Jesus ensinou que há dificuldades na vida e que os pregadores tem a função de pregar o que a Bíblia diz e não o que o povo quer ouvir. Quem é compromissado com Deus e com a sua Palavra não pode jamais pregar o que o povo quer ouvir. Porque Deus fala por meio do profeta: "o meu povo perece por falta de conhecimento". 

Na mídia, sem intenção de atacar, ouvimos - com raríssimas exceções, é um evangelho no mínimo falsário. A pregação que se tem ouvido não é o que Paulo ou João Batista pregou - o evangelho que tem sido pregado em muitos lugares, principalmente na televisão, é divorciado da cruz. E Paulo falou sobre isso - se o evangelho for corrompido, o responsável deve ser amaldiçoado. 

Deve ser pregado o evangelho do arrependimento, da transformação do homem. Quem bom seria se ninguém tivesse problemas, mas quem é aquele que não passa por dificuldade em casa ou no trabalho? A promessa de Deus é esta: "Eis que sois convosco."

O que nos leva, então, a vencer as dificuldades, os embates desta vida? Como poderemos ter vitória? 

Temos vitória, primeiro porque nós servimos a um Deus poderoso. Nós não servimos a um deus qualquer. Nós servimos ao único Deus verdadeiro, criador do céu e da terra. Ele é onisciente, onipresente e onipotente. Então, descanse nele. Em Mateus 19:26, Jesus diz: "Para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis". Deus pode fazer todas as coisas. 

Outro motivo da nossa vitória sobre as dificuldades desta vida está no fato de nos dispormos a ir à luta, enfrentarmos as guerras e batalhas. Quem cruza os braços e fica estagnado, não chega em lugar nenhum. A vitória só virá para quem confia no Senhor e vai à luta. A coragem de lutar é meia batalha vencida. 

O grande imperador francês Napoleão Bonaparte disse que a vitória cabe a quem mais persevera e luta. Um outro exemplo é a vida de Vital Brasil que viveu na época em que os burgueses mandavam seus filhos estudarem na Europa. Vital Brasil procurou as autoridades públicas da sua cidade e disse que queria estudar na Europa, mas não foi atendido. Ele não tinha condições financeiras, mas não desistiu e conseguiu patrocinadores para os estudos na França. Formou-se em Medicina e retornou ao Brasil para ser um especialista renomado que inventou o soro antiofídico. 

O apóstolo Paulo diz que nós já somos vencedores por antecipação. Em Romanos 8:37 está escrito: "Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou"

O terceiro motivo das nossas vitórias está no nosso alvo de vida. Nós temos por objetivo o céu, a vida eterna. Esta  é uma razão fundamental para a nossa vitória sobre as tentações, as dificuldades financeiras, de relacionamentos e tudo o mais que surge de problemas em nossa vida. Em Flipenseses 3: 13 e 14 "Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante,
prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus."

Os seus projetos são para quantos anos? Deus tem um projeto de eternidade para a sua vida. Todo o investimento na terra, fica na terra. Nós precisamos investir para a vida eterna. 

Vocês pensam que é fácil entrar o céu? Um dia, Deus cobrará de todos nós o que fizemos com o Evangelho. Esta noite você está aqui para saber exatamente o que você precisa ouvir da parte de Deus. O caminho para o céu e a porta são estreitos. "E muitos procurarão entrar e não vão conseguir", diz a Palavra de Deus.  Você está pensando que entrará no céu de qualquer maneira? Não. É com renúncia, obediência e fidelidade. "Guarda o que tens para que ninguém tome a sua coroa", disse Jesus. 

É difícil, mas vale a pena: conquiste um lugar no céu, na vida eterna. 

"Levantai e andai, porque não é aqui o vosso descanso." O profeta hoje nos dá nimo. No céu, o Senhor enxugará dos nossos olhos toda lágrima - é uma promessa bíblica. anime=-se e vá à luta. 

Devocional 
O Salmo 46 é o texto que inspira a meditação inicial do culto desta noite. Da mensagem, o Pastor Jairo Ishikawa destaca o versículo 10, no qual o salmista destaca que a guerra é de Deus, a solução dos problemas está em Deus e o homem deve aquietar-se para que o Senhor aja.

Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade.
Por isso não temeremos, embora a terra trema e os montes afundem no coração do mar,
embora estrondem as suas águas turbulentas e os montes sejam sacudidos pela sua fúria. Pausa
Há um rio cujos canais alegram a cidade de Deus, o Santo Lugar onde habita o Altíssimo.
Deus nela está! Não será abalada! Deus vem em seu auxílio desde o romper da manhã.
Nações se agitam, reinos se abalam; ele ergue a voz, e a terra se derrete.
O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é a nossa torre segura. Pausa
Venham! Vejam as obras do Senhor, seus feitos estarrecedores na terra.
Ele dá fim às guerras até os confins da terra; quebra o arco e despedaça a lança, destrói os escudos com fogo.
"Parem de lutar! Saibam que eu sou Deus! Serei exaltado entre as nações, serei exaltado na terra. "
O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é a nossa torre segura. Pausa

Salmos 46:1-11

13 de outubro de 2013

"Querida, eu encolhi as crianças"



"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele." (Pv.22:6)
O filme cujo nome pedi emprestado para o sermão de hoje é um desses que a gente vê e não esquece. “Querida eu encolhi as crianças” é a história de um cientista maluco (sou fã dos cientistas malucos do cinema!) que inventa uma máquina que, após um acidente, encolhe seus filhos tornando-os menores que uma formiga. A grande aventura dos minúsculos personagens é atravessar um jardim gramado, vencer seus muitos perigos, e chamar a atenção do pai para que este dê um jeito de trazê-los de volta ao tamanho normal.
Lembrei-me deste filme hoje, após uma nova leitura do conhecidíssimo texto de Pv.22:6. Esta é uma frase de sabedoria, algo como um dos muitos aforismos escritos pelo sábio Salomão, que chama a atenção dos pais para a responsabilidade de oferecer CRESCIMENTO a seus filhos, e não reduzir sua estatura. Todo pai, toda mãe, todo sistema de ensino ou método pedagógico têm a pretensão de oferecer crescimento, mas o que temos visto, pelo menos na esfera espiritual, é que muitas crianças ao invés de cescre, diminuem. Em que sentido se verifica o encolhimento das crianças, à semelhança do filme de Rick Moranis?

1)      Há crianças que, à medida que crescem, vão se tornando cada vez mais problemáticas; desvios de caráter vão se somando, de forma a, quando adultos, transformam-se em pessoas amargas, derrotadas, viciadas ou até mesmo criminosas. São pessoas que perderam a grandeza da inocência infantil e apequenaram-se em seu caráter, diminuíram de estatura espiritual. Quando crianças, eram proprietárias do Reino dos Céus e, uma vez adultos, já não são gozam dos mesmos direitos. (Mt.19:14 – Delas é o Reino dos Céus!)

 2)      Há crianças que, por nunca terem sido apresentadas ao Evangelho, por nunca terem tido a oportunidade de um convívio devocional com Deus e com uma Igreja, tornam-se adultos incrédulos, descrentes e, por vezes, amantes do ateísmo cego que tem sido a grande marca da geração pós-moderna. São crianças que foram encolhidas, diminuídas em sua capacidade de crer, de ter fé em um Deus que tudo vê e tudo pode.

 3)      Há ainda, aquelas que, mirando-se nos exemplos do cristianismo rasteiro que existe em suas casas, vão se tornando nos cristãos descompromissados e superficiais que temos nas igrejas de hoje em dia. São crianças que foram encolhidas em sua capacidade de serem referenciais de fé para a Igreja moderna. Essas, diminuídas pelo evangelho de “e” minúsculo praticado na maioria dos lares de hoje, são os legítimos representantes do neo-ateísmo moderno: pessoas que, mesmo tendo conhecido a Cristo em sua infância, distanciaram-se dos caminhos do Evangelho por causa das tentações da modernidade mas também pelos maus exemplos presenciados em casa.

Quando o personagem principal do filme dá o grito “Querida, eu encolhi as crianças!” ele nos oferece uma excelente metáfora! Assim como ele, precisamos perceber em nossos atos cotidianos, os maus exemplos que praticamos e que podem refletir negativamente na formação dos nossos filhos e da geração vindoura. É em nós que eles procuram modelos de imitação; o pai é o primeiro “herói” de seu filho, o primeiro “galã” de sua filha! A mãe é a primeira “Princesa” do menino, a primeira “Amiga” da menina...

Se na mensagem do domingo passado, falamos de uma igreja que foi exemplo para outras igrejas, hoje precisamos falar de homens e mulheres que sejam exemplos para as crianças.

Este é o sentido central do versículo inicial de hoje. O verbo hebraico no imperativo “ensina” usado no início da frase é hanak, que significa instruir e dedicar, no sentido de oferecer a Deus. Instruir o filho é um ato de fé, é oferta de amor ao Senhor e não à sociedade. Quando ensinamos a criança, estamos dedicando-a a Deus! Instruir como dedicação a Deus faz com que a criança efetivamente CRESÇA, até atingir a estatura de varão perfeito (Ef.4:13 – “...até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo”)

Pai e mãe têm, pois, mais do que a simples responsabilidade de fazer crescer o corpo físico, providenciando alimento, moradia, saúde, segurança...muitos pensam que isso basta. Que providenciar uma mesa farta, uma casa confortável, bens e valores materiais, educação convencional e serviços de saúde são suficientes para levar a criança até aus idade adulta. Para Deus, isso é pouco. Isso, na verdade, é o de menor valor. Não precisa ser pai e nem mãe para dar coisas assim. Escola, o governo dá. Educação tem que ser em casa. Hospital e remédio, o SUS fornece, mas saúde espiritual e emocional, obtém-se é na família. A polícia está aí para coibir o crime, mas é na família que a criança encontra sua verdadeira segurança para crescer...

Deus nos chama a responsabilidades superiores. Instruir, na visão da sabedoria bíblica, não é ensinar a ler, assim como cuidar não se restringe a prover medicação.

Para não corrermos o risco de fazer nossas crianças serem espiritualmente encolhidas por falta de instrução e cuidado, precisamos, como pais e mães zelosos, apresentar aos nossos filhos:

       1)      O poder do exemplo - se você não quer negligenciar o crescimento espiritual do seu filho não relegue o poder do exemplo. Vá à frente dele.

       2)      O poder da oração - a oração deve contemplar também pela vida espiritual do seu filho, não apenas pelo trabalho, profissão, família.

 3)      O poder Palavra - nao negligencie este poder. É fundamental implantar a Palavra de Deus dentro da sua casa. Sem a Bíblia, uma casa não se sustenta. 
Aquele que não cresce espiritualmente, não se sustenta. Um homem derrotado espiritualmente, será atingido também fisicamente, seu patrimônio. É preciso cuidar, mudar de vida, com dedicação à vida espiritual. No mais, tudo evolui em Deus.

Naquele momento os discípulos chegaram a Jesus e perguntaram: "Quem é o maior no Reino dos céus? "
Chamando uma criança, colocou-a no meio deles,
e disse: "Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus.
Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos céus.
"Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo.
Mas se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar.

Mateus 18:1-6