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25 de setembro de 2013

O milagre "roubado"

O livro de Marcos foi escrito aproximadamente no ano 50 dC, por João Marcos, sendo o mais antigo do evangelhos. Deve ter sido redigido com informações de Pedro, tio do autor. A redação original foi em grego, o que evidencia a boa cultura de Marcos.

Tendo Jesus voltado de barco para a outra margem, uma grande multidão se reuniu ao seu redor, enquanto ele estava à beira do mar.
Então chegou ali um dos dirigentes da sinagoga, chamado Jairo. Vendo Jesus, prostrou-se aos seus pés
e lhe implorou insistentemente: "Minha filhinha está morrendo! Vem, por favor, e impõe as mãos sobre ela, para que seja curada e viva".
Jesus foi com ele. Uma grande multidão o seguia e o comprimia.
E estava ali certa mulher que havia doze anos vinha sofrendo de uma hemorragia. Ela padecera muito sob o cuidado de vários médicos e gastara tudo o que tinha, mas, em vez de melhorar, piorava.
Quando ouviu falar de Jesus, chegou-se por trás dele, no meio da multidão, e tocou em seu manto,
porque pensava: "Se eu tão-somente tocar em seu manto, ficarei curada".
Imediatamente cessou sua hemorragia e ela sentiu em seu corpo que estava livre do seu sofrimento.
No mesmo instante, Jesus percebeu que dele havia saído poder, virou-se para a multidão e perguntou: "Quem tocou em meu manto? "
Marcos 5:21-30 

Este é o único milagre relatado nos evangelhos que não demandou uma iniciativa de Jesus para atender a uma pessoa enferma ou endemoniada. Havia uma multidão e a mulher, totalmente enfraquecida, se arrasta e toca na orla das vestes de Jesus. Ela não pede, não faz questão de se apresentar. Não foi Jesus que determinou o milagre, mas pela fé a mulher tirou dEle a virtude, o poder. 
Um milagre diferente que não dependeu da decisão de Jesus. Dependeu da decisão de uma mulher doente e cheia de fé. 
Mas Jesus percebeu, parou a caminhada e, em consequencia, a menina - filha de Jairo, esperou. O que estava planejado sofreu a interferência daquela mulher. Ele pergunta quem o tinha tocado, a mulher se identifica e é abençoada. 
Na sequencia, a filha de Jairo também recebe o milagre. Ela foi ressuscitada. 
Aquela mulher que permaneceu anônima recebeu uma revelação que nem mesmo os discípulos de Cristo ainda não haviam entendido. Jesus é o milagre. A presença de Cristo é o milagre. 
Jesus está presente em nossas vidas todo o tempo, mas nós não nos inclinamos para tocar em suas vestes. A presença dEle é a cura, a solução. 

Destaques para a meditação neste texto: 

1-) Para se aproximar de Jesus é necessário romper a multidão. Teve que enfrentar a sua condição física, o olhar reprovador da comunidade, o preconceito contra a doença e outros valores da sociedade. Viver em contato com Jesus exige esforço. O mundo conspira para que nós nos separemos de Cristo. Os problemas da vida ao invés de nos aproximar, nos distancia do Senhor. A mulher que recebeu o milagre caminhou na contramão deste pensamento. 

2-)  Não existe uma atitude de fé desapercebida no Céu. O mundo espiritual não ignora a sua ação devocional - suas orações, sua atitude. Não pense que você está sozinha na sua luta ou abandonada na sua batalha. e mais: quando o céu percebe sua oração, sua atitude de fé, o céu para te reconhecer. 

3-) E Jairo? Angustiado, com a filha gravemente doente, Jairo deve estar preocupado com aquela parada de Jesus no meio da multidão. É preciso esperar e confiar no tempo de Deus. Há tempo para tudo. O tempo pertence ao Senhor.

4-) O ensino mais impressionante nestas duas histórias nos diz que a presença de Jesus é o suficiente para fazer toda a diferença na realidade das pessoas. Quando Jesus está presente é o céu. Não adianta querer o milagre e não desejar a presença de Jesus. A presença de Jesus é o milagre.

Devocional 
O Salmo 95 é um acróstico, de 11 versículos. A primeira etapa do Salmo é cúltico, alegre. Na segunda fase, o poeta assume o posicionamento de Deus e, nas lembranças divinas sobre a revolta do povo contra Deus em Meribá,  a poesia torna-se sombria. O poeta lembra-se da tristeza de Deus com a rebeldia do seu povo, da falta de perseverança e fé.

Venham! Cantemos ao Senhor com alegria! Aclamemos a Rocha da nossa salvação.
Vamos à presença dele com ações de graças; vamos aclamá-lo com cânticos de louvor.
Pois o Senhor é o grande Deus, o grande Rei acima de todos os deuses.
Nas suas mãos estão as profundezas da terra, os cumes dos montes lhe pertencem.
Dele também é o mar, pois ele o fez; as suas mãos formaram a terra seca.
Venham! Adoremos prostrados e ajoelhemos diante do Senhor, o nosso Criador;
pois ele é o nosso Deus, e nós somos o povo do seu pastoreio, o rebanho que ele conduz. Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, como em Meribá, como aquele dia em Massá, no deserto,
onde os seus antepassados me tentaram, pondo-me à prova, apesar de terem visto o que eu fiz.
Durante quarenta anos fiquei irado contra aquela geração e disse: "Eles são um povo de coração ingrato; não reconheceram os meus caminhos".
Por isso jurei na minha ira: "Jamais entrarão no meu descanso".
Salmos 95:1-11

25 de agosto de 2013

... onde houverem dois ou três...



A meditação bíblica desta noite tem como base o texto que está no capítulo 18 de Mateus. Trata-se de um trecho muito conhecido, geralmente reproduzido em reuniões de oração, cultos, com a participação de poucas pessoas, o que está correto.

Entretanto, a mensagem é ainda mais abrangente, o contexto onde Jesus proferiu a famosa frase não se refere a uma reunião de oração. Jesus está falando de disciplina na Igreja. 

"Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão. Mas se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que ‘qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas’.
Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano. "Digo-lhes a verdade: Tudo o que vocês ligarem na terra terá sido ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra terá sido desligado no céu.
"Também lhes digo que se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está nos céus. Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles". (Mateus 18:15-20)

Jesus é Deus, onipresente, mas só se manifesta em presença quando convidado. Jesus bate na porta do seu coração, da sua casa, do seu casamento, das suas amizades, mas se não for aceito, em concordância entre as pessoas, não se manifesta, não influencia. A  parte do texto que fala da presença de Jesus, portanto, está subordinada à união de pensamento, à concordância harmônica entre irmãos. É, pois, a unidade que garante a presença de Jesus e não a quantidade de pessoas reunidas. em outras palavras, dois ou três até podem se reunir em nome de Jesus, mas se não houver ACORDO entre eles, Jesus não estará presente.

"Acaso andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?" (Am 3:3)

A recíproca é verdadeira, pois equivale dizer que o desacordo, a desunião, a discordância entre dois ou três afasta a presença de Jesus e inviabiliza o favor de Deus. 

"A mensagem essencial do nosso Senhor é Ele mesmo!" J. Sidlow Baxter

1-) A Igreja só é igreja se for uma comunidade de pessoas onde Jesus, e mais ninguém, ocupa posição central e soberana. 
2-) A busca insistente e diligente pelo ACORDO entre pessoas faz parte da missão central da Igreja, que é a de garantir a presença de Jesus em toda forma de relacionamento interpessoal. 
3-) É a presença de Jesus, e não a quantidade de pessoas, que determina o nível de sucesso e felicidade nas suas relações interpessoais. 

"Entregar a vida a Jesus é muito mais do que garantir a salvação, é ter uma ideologia, não é apenas ter um bom motivo pra viver, mas sim ter uma razão pela qual morrer, e quando assim vivermos, com um ideal para o qual morrer Jesus, o Senhor, estará conosco até o fim."
(Pr. Richard Medeiros)

Devocional 
O Salmo 133 é conhecido como o Salmo da Comunhão. O texto chama a atenção para a importância da comunhão comparando-a com a preciosidade do óleo utilizado para a unção.  O salmista Davi faz esta comparação porque sabe que somente a união entre as pessoas é capaz de produzir certo resultados positivos na vida dos homens.  A unidade é uma grande benção. 
Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.
É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.
Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.
Salmos 133:1-3