28 de julho de 2013

Cicatrizes


"Sem mais, que ninguém me perturbe, pois trago em meu corpo as marcas de Jesus."  Gálatas 6:17

O texto acima é a base para a pregação de hoje que tem como tema: Cicatrizes. O apóstolo Paulo, na carta aos Gálatas, refere-se às marcas que a pregação do Evangelho de Jesus fez-lhe no corpo. Ele foi açoitado várias vezes enquanto perseguido; também foi apedrejado.

Em toda a Bíblia há uma relação de personagens que adquiriram cicatrizes em virtude de perseguição por causa da fé em Cristo. Em nenhum momento, entretanto, nenhum destes homens usaram estas marcas para se justificar. O evangelho defendido e praticado por estes homens produzia marcas, porque fazia diferença na vida de cada um. 

O tipo de cristianismo que nós praticamos tem sido incisivo de forma a marcar o nosso corpo? Tem provocado mudanças reconhecidas em nosso meio? Uma marca que é facilmente reconhecida pelo mundo, por exemplo, é a capacidade de perdoar e pedir perdão. Humildade, mansidão, domínio próprio também são marcas reconhecíveis e que o cristianismo precisa produzir em nós.

Todas as pessoas que se encontraram com Jesus experimentam mudanças. Você já disse que aceitou Jesus, já se assume publicamente como cristão, como crente ou evangélico. Mas será que o evangelho já produziu em você marcas da mudança proposta por Jesus? Que tipo de marcas são essas? Você tornou-se mais fiel à sua esposa(o), no trabalho; é mais honesto, mais ético, mais carinhoso, tolerante?

Mas há cicatrizes na alma, que também não podem ser ignoradas. Todos as temos. 

Cicatrizes no corpo servem para nos lembrar que somos mais fortes do que as pessoas ou objetos que nos feriram. Você foi ferido, sentiu muita dor, mas sobreviveu. Foi mais forte. 

As cicatrizes na alma também são assim. Você passa por fatos que machucam, que doem, mas você sobreviveu. Você foi mais forte. Em muito casos, isso aconteceu porque a situação não era tão grave. Mas há casos, de tragédias, por exemplo, que sozinho você não conseguiria suportar a dor. Jesus, então, te acolhe, conforta e cura a ferida por mais profunda que seja. 

A vida nos impõe dores que provocam cicatrizes. Com Jesus, você é revestido de uma força que as vezes você nem conhecia. 

Cicatrizes são resultantes de feridas que já não doem no corpo, mas podem continuar doendo na alma. Uma cicatriz no corpo pode ser, ainda, uma ferida sangrante na alma. 

No seu corpo está apenas a marca, mas você não supera a situação e a alma continua dolorida. É preciso deixar o passado, verdadeiramente, para traz. Jesus quando se revela, não tem como objetivo repisar o passado. O propósito de Deus é escancarar as portas do futuro, para abrir o céu. Muitas vezes, novas situações estão prontas, mas você insiste em permanecer no passado sem receber as bençãos de Jesus. 

Nosso corpo foi programado para cicatrizar, mas a nossa alma não foi programada para esquecer e muitas vezes segue sofrendo e "sangrando", sem jamais se permitir cicatrizar. Não há remédio para as feridas da alma. 
Enquanto as feridas da nossa alma não estiverem devidamente cicatrizadas e tratadas pelo Senhor, permaneceremos sofrendo, impedidos de seguir em frente. 

Há quatro palavras, com orientações da Palavra de Deus, que podem ser verificadas para conseguir superar as feridas na alma: 

1-) Perdão. O  perdão não é um sentimento. Você deve decidir perdoar. É um mandamento de Deus que deve ser cumprido em amor a Deus, sem perda de tempo. 

2-) Aceitação do passado. O passado não é passível de mudança. Deve ser reconhecido e aceito. 

3-) Confiança - em relação a Deus. Como fazer para que as determinações do Senhor não lhe causem dor? Confie em Deus. Todas as situações nas suas vidas, inclusive as dificuldades são permitidas por Deus para o seu bem. Confie em Deus e tudo se resolverá. Tenha fé e calma.

4-) Esperança - Amanhã novas portas se abrirão para você, novas oportunidades, novas feridas, novas batalhas. Como enfrentar o futuro? Renova as suas esperanças em Deus e no cumprimento das promessas dEle. Espera pacientemente no Senhor. Chegará o dia em que toda dor cessará. O cristão é o povo mais feliz da terra, porque é o único que experimenta a ressurreição e, nela a esperança da renovação. 

Devocional 
Trouxeram-lhe, então, alguns meninos, para que sobre eles pusesse as mãos, e orasse; mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, disse: Deixai os meninos, e não os estorveis de vir a mim; porque dos tais é o reino dos céus. E, tendo-lhes imposto as mãos, partiu dali.Mateus 19:13-15
Quem quiser chegar ao Reino dos Céus tem que se fazer pequenino. O "nariz empinado", o arrogante, o "sabe-tudo", o coração corrompido pelas mazelas do mundo não entra no reino do céu. Entra a humildade, a serenidade. É preciso morrer para a natureza do homem auto-suficiente e ressuscitar para o espírito inocente e puro da criança que depende do Pai.

21 de julho de 2013

Enfrentando a tormenta



O episódio da tormenta no Mar da Galiléia começa, na verdade, alguns versículos antes da narrativa propriamente dita. Veja Mt 8:18 "Quando Jesus viu a multidão ao seu redor, deu ordens para que atravessassem para o outro lado do mar."
Antes que os discípulos cumprissem a ordem do Mestre, são interrompidos por uma conversa que não vai render fruto nenhum. Há um momento de perda de tempo. Não sabemos exatamente quanto tempo durou aquele diálogo infrutífero, mas algum tempo foi perdido. 
Pode ser que seja o tempo necessário para se chegar à outra margem antes da tormenta? É bastante provável que sim. Jesus, conhecedor de todas as coisas, sabia que uma tempestade os apanharia no caminho e é bastante provável que a ordem de zarpar tenha sido dada no momento certo, na hora exata para que tudo transcorresse sem nenhum obstáculo. 
O Mestre sabia também que a tormenta poderia ser vencida sem maiores problemas, permitiu que aquele diálogo transcorresse, mesmo sabendo que de nada adiantaria na vida daqueles que lhe interrogavam. 
1-) O tempo de Deus é sempre perfeito e preciso. Se aprendermos a observar o tempo de Deus e não o nosso, certamente evitaremos muitas das tormentas da vida.
Tempestades são comuns no Mar da Galiléia. Mas não são tempestades como as que nós conhecemos. As chuvas são muito poucas naquela região. Mas tormentas de ventos acontecem sempre e de forma imprevisível. As bolsas de ar quente e seco provenientes do Saara trazem fortes ventos e uma neblina seca, formada pela finíssima poeira da areia do deserto. 
2-) As tormentas da vida são comuns, mas elas podem se apresentar em formas diferentes aos quais estamos acostumados ou preparados. 
Mas sendo aquele tipo de tormenta algo de certo modo comum naquela região, é de esperar que pescadores acostumados com aquelas águas soubessem o que fazer na hora da tormenta. O texto não mostra discípulos dispostos a lutarem contra os ventos, manobrando as velas e o leme com aquela destreza que eles certamente possuíam, pois eram pescadores que nasceram e se criaram no entorno daquelas águas. 
Talvez tenha sido este o motivo da repreensão de Jesus. O mestre sabia que aqueles homens não possuíam fé para, milagrosamente, repreender o vento, mas pelo menos fé em si mesmos eles deveriam ter. Pelo menos poderiam ter lutado contra o vento, usando suas habilidades, mas a presença de Jesus no barco lhes oferecia uma alternativa mais cômoda. 
3-) A maior parte das tormentas da vida podem ser vencidas com as forças, com a coragem e com a coragem e com a destreza que Deus já nos deu. O fato de termos um Deus que nos ajuda, pode nos transformar em navegantes preguiçosos. 
Jesus não era navegador. Não era barqueiro e nem pescador. Muito embora tenha se criado naquela mesma região, Jesus tinha o ofício de carpinteiro. Suas habilidades humanas não lhe permitiam manobrar aquele barco, mas Ele tinha a autoridade dos céus. Usou-a para acalmar o vento que produzia aquelas ondas assustadoras. 
4-) Como sabemos que existem tormentas para as quais não estamos preparados é sempre bom ter Jesus no nosso barco. 
Entre homens do mar, existem muitas superstições. Como o mar exerce um efeito assustador, os homens tem amuletos, suas crenças, patuás que carregam dentro de seus barcos. Sejam os navegadores de pequenos barcos ou jangadas, ou mesmo os comandantes dos grandes transatlânticos, todos levam algum amuleto a bordo. 
A pergunta de conclusão é: quem ou o que você carrega no teu barco para te salvar na hora da tormenta? Aqueles discípulos foram muito felizes em sua travessias, porque Jesus estava no barco. Não era um amuleto, um patuá, uma reza ou um objeto qualquer, mas era o Deus vivo que navegava com eles. O resultado da ação de Jesus foi tão fantástico e surpreendente, que eles fizeram uma pergunta que ficou marcada na história: 
Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?
No último dia, na hora do julgamento, todos nós teremos que responder a esta pergunta. Para você, quem é Jesus??

14 de julho de 2013

Aprenda a lidar com o Poder

A pregação de hoje tem como texto de análise o que está em Mateus, capítulo 18, versículo 23 a 35. 
23 Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos; 24E, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos; 25E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse.
26Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. 27Então o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida.  28Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves.
29Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. 30Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. 31Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara.
32Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. 33Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?  34E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia. 
35Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.
Jesus contou esta história em uma das conversas que teve com os seus discípulos. É uma história que fala de perdão, mas nas entrelinhas, no contexto há uma mensagem muito forte e clara a respeito do exercício de Poder.  Para isso, analise os capítulos anteriores ao 18 no mesmo livro de Mateus.
No capítulo anterior de Mateus, Jesus levou dos seus discípulos, apenas Tiago, Pedro e João ao monte Tabor onde aconteceu a experiência da transfiguração. Depois disso, Jesus pediu que os três não contassem aos demais. Os três foram diferenciados dos demais, ou pelo menos poderiam sentir-se assim, "mais poderosos". 
Na sequencia, em um encontro com Jesus, a multidão vem ao Cristo reclamar que os seus discípulos não tinham conseguido expulsar demônios. Não conseguiram exercer poder para a tarefa. 
A seguir, Jesus fala aos discípulos sobre a sua morte que se aproxima. Este assunto os deixa tristes pela separação , mas também inquietos porque há um projeto político vislumbrado pelo povo e pelos discípulos prevendo que Jesus seria o próximo rei de Israel, no lugar de Herodes. Se isso ocorresse, os discípulos teriam a oportunidade de obter outro tipo de poder. 
Ainda há uma passagem sobre a questão do imposto, quando Jesus afirma que o povo deve dar a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus. 
O capítulo 18 começa com uma discussão sobre quem era maior no Reino dos Céus. Também tem a passagem bíblica sobre a mãe que pede um lugar aos seus dois filhos no reino de Jesus - o reino terreno sobre o qual o povo tinha expectativa. Jesus responde sobre humildade, sobre servir a Deus e perdão. Pedro então pergunta sobre quantas vezes se deve perdoar o irmão e Jesus responde que 70 vezes 7. 
É neste contexto que Jesus narra a parábola descrita acima. 
A passagem do homem na terra é uma fase de aprendizado para a vida na eternidade. Jesus ensina isso. Para entrar na eternidade temos que passar por Jesus, que é quem abre as portas do eterno. 
Mas o que o homem fará na eternidade? 
Há indicações no texto para algumas respostas.  
No céu, louvaremos a Deus, cantaremos louvores e também exerceremos autoridade como está explicado nesta parábola. No livro de Apocalipse 20:6 diz que os salvos governarão com Cristo. 
Poder para exercer opressão ou justiça. Jesus  dá autoridade para exercer o poder sem a necessidade de força. Este é um dos grandes ensinos de Jesus.  
1- Os muitos exemplos de vida deixados por Jesus nos mostram que o exercício de toda e qualquer forma de poder passa, OBRIGATORIAMENTE, pela prática do amor e do serviço em favor do Reino de Deus. O poder praticado sem amor não é eterno. 
2- Todo tipo de poder que emana do Evangelho de Cristo, seja ele sobrenatural, pessoal ou institucional, deve ser utilizado de forma a engrandecer o Reino de Deus e não reinos humanos. 
3- Todo tipo de poder que emana no Evangelho de Cristo, seja ele sobrenatural, pessoal ou institucional, somente será eterno na medida em que participamos incondicionalmente da eternidade de Deus. Fora da eternidade de Deus, todo poder é passageiro. 
4- Poder de Deus se recebe e se exercita pelo dom do Espírito Santo e não por inspiração humana, determinação política ou conspiração humana. Atos 1:8 "Você receberá poder quando vier sobre você o Espírito Santo." A pessoa desejar poder, como poder exemplo, ser prefeito, vereador, deputado, é legítimo. Mas nesse caso deve-se antes de uma candidatura buscar a vontade e a capacitação do Espírito Santo. Se o Espírito Santo desejar você será. 
Advertência de Jesus:  Mateus 20:25 e 26
"Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles.
Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal."
Mateus 20:25-27

7 de julho de 2013

As sete palavras da Cruz

Jesus é o nosso grande exemplo de comunhão. Cristo nos ensinou de diversas maneiras, com vários discursos, a prática de milagres e ensinos através de parábolas. Jesus foi um grande mestre a ponto das pessoas o chamarem de "Rabi", o Mestre. Alguns também o chamavam de "Raban" -  o escolhido entre os Rabi como um Mestre de nível superior - o Mestre dos Mestres. Outros poucos o chamavam de "Raboni", que significa Meu Mestre. 

Jesus ensina em todas as oportunidades, durante toda a sua vida. Depois que Jesus fez a oração na santa ceia (leia a devocional abaixo) seguiu para o Getsemani, e de lá para a cruz. Mas na cruz, novamente, Jesus ensina. 

Os Evangelhos registram sete expressões, sete ensinos durante as horas em que Cristo esteve na cruz, quatro delas expressas minutos antes de morrer.  Agostinho, no século IV, por isso, afirmou que "A cruz de Cristo foi a cadeira do Mestre na sua aula final".  

1-) A primeira palavra entregue por Jesus na cruz é uma palavra de Cuidado
"Mulher aí está o teu filho, filho aí está tua mãe" (Jo 19:26-27). 
Nesta palavra, Jesus revela o seu cuidado com a mãe que ficaria só, porque José já havia falecido e Ele era o filho mais velho. Cristo delega o cuidado com a mãe a João. Esta manifestação revela a preocupação de Jesus com as necessidades dos seus irmãos. Jesus, na cruz, cuida das necessidades da humanidade. Todos os que creem tem este cuidado a sua disposição. 
2-) A segunda mensagem da cruz é de Perdão 
"Pai perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23:24) 
Esta oração foi feita por Jesus em alto e bom som para que todos aprendessem que o perdão é incondicional, não importa a intensidade do sofrimento imposto por quem ofende. Como está a sua capacidade de perdoar o irmão que te ofendeu ou menosprezou? No momento da cruz, com as mãos furadas, os pés transpassados por pregos, Cristo perdoou. 
3-) Uma palavra de Promessa: 
"Eu lhe garanto: hoje você estará comigo no paraíso" (Lc 23:43) 
Na cruz, Jesus sofrendo muito mais do que o ladrão crucificado ao seu lado, dá-lhe uma palavra de conforto e esperança. Todos sofremos e, como Cristo nos ensina, ainda temos capacidade de dar carinho e palavra de promessa às pessoas que necessitem. Jesus nos ensina o dever de dar suporte ao irmão, independente de qualquer situação que estejamos passando.  
4-) Uma palavra de Justiça: 
"Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mt 27:46) 
O filho de Deus que nunca pecou, não cometeu nenhum crime estava ali desamparado. Esta é uma palavra de justiça porque Cristo estava naquela condição por causa dos nossos pecados. Por um único momento, Deus teve que se afastar de Jesus, para que se cumprisse a justiça divina que possibilitou que Jesus pagasse pelos nossos pecados e, dessa forma resgatasse a comunhão do homem com Deus. 
5-) Uma palavra de Humanidade
"Tenho sede." (Jo 19:28)
A última vez que Jesus bebeu foi na santa ceia, na noite de quinta-feira. Depois disso, foi açoitado, julgado, passou pelo sofrimento de carregar a cruz até o calvário sem beber água, na sexta-feira a tarde. Quando Cristo diz ter sede, afirma também que reconhece todas as necessidades e o sofrimento do homem. 
6-) Uma palavra de Vitória: 
"Está consumado!" (Jo 19:30)
Depois de Cristo dizer que tinha sede, um soldado aproxima-se para tripudiar oferecendo-lhe um líquido amargo. Jesus então declara que tudo o que havia de fazer na Terra estava concluído. O que tinha de ensinar, a "fatura" em pagamento pelo pecado do mundo estava quitada. Dali em diante , as escolhas devem ser de cada um, da decisão de crer e buscar santidade. 
7-) Uma palavra de Descanso: 
"Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito." (Lc 23:46) 
Depois de concluir que estava tudo consumado, Jesus descansou na cruz por um momento e, com isso nos ensinou a descansar nos braços do pai enquanto se enfrenta os piores problemas. Mesmo enfrentando os desafios do mundo e suas dores, podemos aprender com Cristo a descansar no Senhor. 

Devocional 
O texto da devocional de hoje está em João 17, a oração feita por Jesus antes de seguir para o Getsemani, onde entregou-se aos soldados romanos. 

Depois de dizer isso, Jesus olhou para o céu e orou: "Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique. 2Pois lhe deste autoridade sobre toda a humanidade, para que conceda a vida eterna a todos os que lhe deste. 3Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. 4Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer. 5E agora, Pai, glorifica-me junto a ti, com a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse.  6"Eu revelei teu nome àqueles que do mundo me deste. Eles eram teus; tu os deste a mim, e eles têm guardado a tua palavra. 7Agora eles sabem que tudo o que me deste vem de ti.
8Pois eu lhes transmiti as palavras que me deste, e eles as aceitaram. Eles reconheceram de fato que vim de ti e creram que me enviaste. 9Eu rogo por eles. Não estou rogando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus. 10Tudo o que tenho é teu, e tudo o que tens é meu. E eu tenho sido glorificado por meio deles. 11Não ficarei mais no mundo, mas eles ainda estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, protege-os em teu nome, o nome que me deste, para que sejam um, assim como somos um.
12Enquanto estava com eles, eu os protegi e os guardei pelo nome que me deste. Nenhum deles se perdeu, a não ser aquele que estava destinado à perdição, para que se cumprisse a Escritura. 13"Agora vou para ti, mas digo estas coisas enquanto ainda estou no mundo, para que eles tenham a plenitude da minha alegria. 14Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, pois eles não são do mundo, como eu também não sou. 15Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno. 16Eles não são do mundo, como eu também não sou.
17Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. 18Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo.
19Em favor deles eu me santifico, para que também eles sejam santificados pela verdade. 20"Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, 21para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. 22Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: 23eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste.
24"Pai, quero que os que me deste estejam comigo onde eu estou e vejam a minha glória, a glória que me deste porque me amaste antes da criação do mundo. 25"Pai justo, embora o mundo não te conheça, eu te conheço, e estes sabem que me enviaste. 26Eu os fiz conhecer o teu nome, e continuarei a fazê-lo, a fim de que o amor que tens por mim esteja neles, e eu neles esteja".


30 de junho de 2013

Filipão é campeão!

O texto base da mensagem  deste culto está centrado no livro de Atos 8: 26 a 38. 

Um anjo do Senhor disse a Filipe: "Vá para o sul, para a estrada deserta que desce de Jerusalém a Gaza".
Ele se levantou e partiu. No caminho encontrou um eunuco etíope, um oficial importante, encarregado de todos os tesouros de Candace, rainha dos etíopes. Esse homem viera a Jerusalém para adorar a Deus e,
de volta para casa, sentado em sua carruagem, lia o livro do profeta Isaías.
E o Espírito disse a Filipe: "Aproxime-se dessa carruagem e acompanhe-a".
Então Filipe correu para a carruagem, ouviu o homem lendo o profeta Isaías e lhe perguntou: "O senhor entende o que está lendo? "
Ele respondeu: "Como posso entender se alguém não me explicar? " Assim, convidou Filipe para subir e sentar-se ao seu lado.
O eunuco estava lendo esta passagem da Escritura: "Ele foi levado como ovelha para o matadouro, e como cordeiro mudo diante do tosquiador, ele não abriu a sua boca.
Em sua humilhação foi privado de justiça. Quem pode falar dos seus descendentes? Pois a sua vida foi tirada da terra".
O eunuco perguntou a Filipe: "Diga-me, por favor: de quem o profeta está falando? De si próprio ou de outro? "
Então Filipe, começando com aquela passagem da Escritura, anunciou-lhe as boas novas de Jesus.
Prosseguindo pela estrada, chegaram a um lugar onde havia água. O eunuco disse: "Olhe, aqui há água. Que me impede de ser batizado? "
Disse Filipe: "Você pode, se crê de todo o coração". O eunuco respondeu: "Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus".
Assim, deu ordem para parar a carruagem. Então Filipe e o eunuco desceram à água, e Filipe o batizou. 
Atos 8:26-38


A obediência a Deus produz verdadeiros campeões. Mas como é difícil obedecer a Deus! Parece que tudo e todos exercem pressão para que não se obedeça. 

Deus manda e as pressões originárias de vários interesses e de pessoas ao redor com opiniões contrárias, às vezes, inclusive da própria família, amigos e pessoas mais próximas. Quando se identifica uma ordem de Deus, não se  deve titubear, nem dar espaço às dúvidas. A obediência deve ser pronta ao Senhor. Um ato de obediência pode desencadear uma torrente de bençãos na 

Candace é a mãe do rei da Etiópia - que não se localizava onde hoje conhecemos, mas para mais no interior do delta do Nilo. Nesta época, o rei era tido como deus. 
Filipe no caminho para onde Deus o encaminhou, encontrou um eunuco que era oficial muito importante que voltava de Jerusalém onde foi adorar a Deus em Jerusalém, conforme os costumes judeus. Isso demorava cerca de três meses em viagem. 
Este homem, portanto, investia seu tempo no relacionamento com Deus. Filipe estava no caminho da carruagem a procura do que Deus queria dele naquele caminho, até que, orientado por Deus, seguiu a carruagem a ponto de ouvir que o oficial lia as escrituras. 
Porque Filipe obedeceu a Deus, o primeiro africano foi apresentado às boas novas, convertido e batizado. 
Uma alma vale mais que uma seleção de futebol, qualquer campeonato ou valores em dinheiro e troféus. Filipão em uma única ação, em obediência a Deus, pregou o evangelho, converteu a pessoas e a batizou. É campeão porque conquistou o que é mais raro para o reuni de Deus: uma alma. 
Uma única obediência desencadeou sete fatos importantes para o Reino:
1-) Filipe encontrou uma pessoa ávida pelo evangelho e se ele não obedecesse a Deus, o oficial não teria a oportunidade de conhecer Jesus e ser salvo, porque o ofical queria mas não entendia as escrituras
2-) Um simples diácono - responsável por servir à mesa, recebe a atenção de um alto oficial etíope 
3-) A Palavra de Deus é pregada e obtém resultado imediato 
4-) Uma alma se encontra com Deus e é batizada
5-) O Evangelho conquista seu primeiro fruto em território africano 
6-) A igreja de Jerusalém é fortalecida pelo testemunho de Filipe.  
7-) O espírito missionário da Igreja dá seu primeiro passo. A viagem de Filipe é a primeira viagem missionária do Evangelho.

Além da incrível disposição de Filipe em obedecer a Deus, pelo menos mais três verdades chamam a atenção: 

1-) A Palavra de Deus está nas mãos das pessoas, mas a maioria precisa de auxílio para compreender que a Bíblia tem o poder de transformar suas vidas e mudar suas histórias. 

2-) O anúncio do Evangelho não é privilégio e nem responsabilidade apenas de apóstolos, pastores ou clérigos. Na igreja de Jerusalém, Filipe era um mero servidor de mesas. 

3-) Vivemos um tempo em que a Igreja precisa "sair de Jerusalém" para ir buscar as almas que vagam pelos desertos da vida. 

Devocional 
O texto abaixo, tema da Devocional deste culto,  é parte do conhecido Sermão do Monte. Nele, Jesus descreve quem são os que habitarão o Reino dos Céus, um lugar para os humildes e para os que tem sede e fome de Justiça. 
Jesus fez este discurso para uma multidão cansada da exploração de governantes e a corrupção dos políticos. A injustiça social fazia com que o povo desejasse um novo rei.Mas Jesus, neste sermão, coloca uma nova visão que pode impactar na ordem social. 
A fome espiritual não é uma característica de quem não conhece Deus. Esta é uma qualidade de quem conhece o Senhor. E a maior ambição do cristão é o Reino do Céu. Buscar o reino eterno e a sua justiça é uma prioridade dos que creem - as demais coisas serão acrescentadas. 
Os mortos espiritualmente não tem fome e sede de Deus. Se você não tem fome e sede de Deus está morto espiritualmente. 
A falta de apetite espiritual também é uma doença que nos deixa apagados e sem ânimo.
Jesus disse "a minha comida é fazer a vontade de meu Pai" esta deve ser a oração do cristão para manter o apetite nas coisas de Deus: a oração, a leitura da Palavra e a comunhão entre os irmãos. 

Vendo as multidões, Jesus subiu ao monte e se assentou. Seus discípulos aproximaram-se dele,
e ele começou a ensiná-los, dizendo:
"Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus.
Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados.
Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos.
Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus.
Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus.
"Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa os insultarem, perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês.
Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a recompensa de vocês nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês". 
Mateus 5:1-12

27 de junho de 2013

O caminho largo

O caminho do erro é largo (Mt.7:13). Não é largo apenas por dar a seus caminhantes uma falsa sensação de conforto e segurança; é largo porque são muitos os que por ele se aventuram. Uns entram pelo caminho do erro por pura ignorância (Mc.12:24); erram o caminho simplesmente porque ainda não descobriram o certo, o justo, o excelente (Ef.3:5). Para estes, que entram pela trilha do erro por desconhecimento, há reservado menor juízo (Lc.10:13-14) do que para um outro grupo de errantes.

Refiro-me, especificamente, àqueles que, tendo pleno conhecimento daquilo que é justo, tendo a exata noção de diferença entre certo e errado, deliberadamente optam pelo espaçoso caminho da injustiça. Ao jovem pastor Timóteo, o Apóstolo Paulo alertava sobre um perigo que igreja enfrentaria: a presença de homens que aparentam falsa piedade, vestidos com os mantos de enganosa religiosidade, mas verdadeiros amantes de seus próprios umbigos (2Tm.3:1-5). São homens que conhecem o bem, mas optam pelo mal. Estes não apenas trilham o caminho do erro, como vivem à espreita para levar outros a fazê-lo (Mc.13:22). Andam pela senda da injustiça apoiando-se em almas desavisadas, por eles enganadas, iludidas a ponto de abandonarem a prática do perdão, da justiça e do amor, tudo em nome de uma cega defesa de pontos de vista equivocados, de conceitos deturpados, valores maculados pelos confortos da largueza.

O caminho largo é assim... Oferece não apenas a agradável sensação de conforto e segurança, mas também argumentos e ferramentas que facilitam a mobilização de mais e mais caminhantes.
Mas convenhamos...É difícil abandonar o caminho largo. Jesus dizia que é necessário esforço (Lc.13:24). Exige-se desprendimento de valores mundanos; exige-se vigor para viver longe da aprovação das maiorias; exige-se disposição para enfrentar as poderosas armas da injustiça; exige-se paciência para esperar que o correto se restabeleça.

Mas a principal exigência para se abandonar o caminho largo é dispor-se a andar pelo estreito caminho proposto pelo Mestre da Galiléia. João Batista andou pelo caminho estreito. Paulo e o próprio Jesus também.

O caminho estreito é assim... Oferece a glória do Pai, mas pode invariavelmente passar pela cruz, pela espada ou pela humilhação. Oferece vitória verdadeira e eternidade, mas vai te obrigar a pisar em espinhos, enfrentar curvas escuras e muitas vezes, fome de justiça. O caminho estreito não garante conforto terreno nem aplausos humanos, mas se você já sabe a diferença entre certo e errado, optar pelo errado não é apenas pecado. É burrice.

Que me desculpe o gentil leitor, mas não encontrei uma palavra menos chula para adjetivar essa brusca porém bastante objetiva conclusão. (Pr. Jairo Ishikawa)

23 de junho de 2013

Fome e sede, nunca mais

A mensagem de hoje não poderia ignorar a semana vivida no país com manifestações populares com nível de participação jamais visto na história de muitas cidades, inclusive Cuiabá.  O Pastor Jairo Ishikawa traz o texto de João que serve de base para a pregação, a seguir: 

Quando a multidão percebeu que nem Jesus nem os discípulos estavam ali, entrou nos barcos e foi para Cafarnaum em busca de Jesus.
Quando o encontraram do outro lado do mar, perguntaram-lhe: "Mestre, quando chegaste aqui? "
Jesus respondeu: "A verdade é que vocês estão me procurando, não porque viram os sinais miraculosos, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos.
Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem lhes dará. Deus, o Pai, nele colocou o seu selo de aprovação".
Então lhe perguntaram: "O que precisamos fazer para realizar as obras que Deus requer? "
Jesus respondeu: "A obra de Deus é esta: crer naquele que ele enviou".
Então lhe perguntaram: "Que sinal miraculoso mostrarás para que o vejamos e creiamos em ti? Que farás?
Os nossos antepassados comeram o maná no deserto; como está escrito: ‘Ele lhes deu a comer pão do céu’".
Declarou-lhes Jesus: "Digo-lhes a verdade: Não foi Moisés quem lhes deu pão do céu, mas é meu Pai quem lhes dá o verdadeiro pão do céu.
Pois o pão de Deus é aquele que desceu do céu e dá vida ao mundo".
Disseram eles: "Senhor, dá-nos sempre desse pão! "
Então Jesus declarou: "Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede. 
João 6:24-35

O texto inicia logo após Jesus ter multiplicado pão e peixe e saciado a fome de milhares de pessoas. Na sequencia desse milagre, Jesus e os discípulos se afastam. A multidão atravessa o Mar da Galiléia para encontrá-los. Quando isso acontece, trava-se um diálogo onde Jesus desnuda a verdadeira intenção do povo que era de ter o pão e o peixe sempre à disposição. Cristo responde que somente o pão da vida pode saciar o homem para sempre. Ali Jesus declarou que Ele é o pão da Vida. 

Este diálogo é muito parecido com as manifestações públicas que estão ocorrendo , com inúmeras reivindicações - todas justas - às autoridades. Se as autoridades perguntarem o que a multidão quer, serão inúmeras as respostas, cada uma com uma prioridade diferente. Cada grupo de pessoas elege aquilo que saciará a sua fome. 

Outra ocasião bíblica que remete à falta de compreensão da proposta de Jesus para a humanidade, é a passagem onde uma mulher pede que Cristo dê lugar privilegiado aos seus filhos quando estiver assentado no trono. Jesus tem que dizer para a mulher que ela não entendeu a mensagem e nem tampouco o que é mais importante para os filhos dela. Aquela mãe está preocupada em arrumar um emprego no reino de Jesus, quando ele fosse rei. Ela pensava em um reinado comum, político, terrestre. 

O pastor também apresenta outro texto, de autoria do poeta Arnaldo Antunes, que ilustra o momento atual brasileiro "A gente não quer só comida"...
O homem não sabe orar. Não sabe o que pedir nem a Deus, nem às autoridades. 
A eternidade do homem não depende das reivindicações que visam atender emergências, desejos imaturos. É legítimo que o homem se manifeste politicamente, de forma pacífica e apresente suas reivindicações e críticas às autoridades. Isso é democracia. 

É importante participar, mas com discernimento sobre as verdadeiras necessidades da população. 

O que você busca na manifestação pública, as suas reivindicações são de interesse geral da população, da cidade da sua nação? Ou as reivindicações são de interesse pessoal, partidário ou de outra ordem que fere o que o povo realmente precisa. 

Neste momento, elenca-se três pontos para reflexão:

1-) Não é possível e nem adequado tentar enganar a Deus falando ou pedindo uma coisa quando na verdade o nosso objetivo é diferente, nossa intenção é outra. Como no texto de João, as pessoas perguntaram como deveriam servir à Deus, mas na verdade queriam matar a fome. 
Na igreja, para Deus, o adequado é servir e não ser servido. Deus não pode ser enganado, nem zombado. Não adianta achegar-se a Deus com intenções atravessadas. 

2-) Para encontrarmos as respostas que precisamos, muitas vezes é necessário atravessar o mar e procurar o lugar onde Jesus está. As vezes para encontrar a resposta, a orientação necessária é preciso esforço, como a multidão fez atravessando o mar para encontrar Jesus e descobrir a resposta certa. 
Atravessar o mar é ajoelhar-se e orar, dedicar-se ao estudo da Palavra de Deus, congregar em comunhão com pessoas que buscam o Senhor. Tem que se mexer, voltar o foco para Jesus.  

3-) É um tremendo equívoco procurar em Jesus as respostas que estão no mundo ou procurar no mundo as respostas que estão em Jesus. Temos uma tendência a espiritualizar o que é carnal, ou de carnalizar o que é espiritual. Buscar em Deus as respostas que são dEle e no mundo o que é próprio desta vida. 

Devocional 
O Salmo de Davi tema do momento devocional de hoje é acróstico. Cada versículo começa com uma letra do alfabeto hebraico, que tem 22 letras. O Salmo 57 tem 11, o que é uma característica deste tipo de texto. 

Neste Salmo, Davi se compromete com o louvor a Deus. O Pastor Jairo Ishikawa destaca o versículo onde o salmista afirma  que o coração dele está firme no Senhor. Davi, em outras ocasiões, também levantou muitas dúvidas diante de Deus, mas suas incertezas não o afastaram da presença de Deus. 


Os nossos pés, a nossa mente e até a nossa fé podem não estar tão firmes, mas o propósito do coração em permanecer no caminho do Senhor deve estar sempre forte. 


Misericórdia, ó Deus; misericórdia, pois em ti a minha alma se refugia. Eu me refugiarei à sombra das tuas asas, até que passe o perigo.
Clamo ao Deus Altíssimo, a Deus, que para comigo cumpre o seu propósito.
Dos céus ele me envia a salvação, põe em fuga os que me perseguem de perto; Pausa Deus envia o seu amor e a sua fidelidade.
Estou em meio a leões, ávidos para devorar; seus dentes são lanças e flechas, suas línguas são espadas afiadas.
Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus! Sobre toda a terra esteja a tua glória!
Preparam armadilhas para os meus pés; fiquei muito abatido. Abriram uma cova no meu caminho, mas foram eles que nela caíram. Pausa
Meu coração está firme, ó Deus, meu coração está firme; cantarei ao som de instrumentos!
Acorde, minha alma! Acordem, harpa e lira! Vou despertar a alvorada!
Eu te louvarei, ó Senhor, entre as nações; cantarei teus louvores entre os povos.
Pois o teu amor é tão grande que alcança os céus; a tua fidelidade vai até às nuvens.
Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus! Sobre toda a terra esteja a tua glória 
Salmos 57:1-11

16 de junho de 2013

Jardins

E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado. 
Gênesis 2:8

No começo, criado o mundo, Deus não estabeleceu nenhuma cidade, nenhuma metrópole. Criou um jardim. Foi o homem que tratou de construir casas, igrejas, cidades, muros. As igrejas foram criadas pelo homem. 
Quando Jesus disse "construirei a igreja", não fazia referências a prédios, mas a comunidade, irmandade entre homens e mulheres que Ele desejou. Tudo isso para restaurar nosso contato com Deus. 

O primeiro jardim construído por Deus era maravilhoso, de absoluta segurança, um lugar onde o homem era verdadeira e plenamente feliz. Diz a palavra que o homem não precisava se esforçar para satisfazer as suas necessidades. O homem dispunha de comida, água, clima agradável, sossego. E neste ambiente havia oportunidade para que o homem e Deus se relacionassem por inteiro, diariamente com contato direto.

E Deus tinha prazer em andar naquele jardim. Passeando por ali, encontrava-se com o homem, como dois bons amigos, em comunhão perfeita. O Jardim do Éden era um lugar que facilitava a comunhão com Deus. 

Um dia o homem, junto com sua mulher, pecaram e tomaram a decisão de afastarem-se de Deus.

Muitas pessoas agem da mesma forma. Reconhecem que o Evangelho tem uma mensagem muito boa, que a comunhão na igreja com pessoas que buscam a Deus também é muito boa, mas resolvem manter uma certa distância de Deus. 

A história bíblica se desenrola e bem à frente, Deus, na pessoa de Jesus, retorna à terra, onde não há mais o Jardim do Éden. No lugar do jardim, pedras e deserto. A vida não é mais florida. Os homens habituaram-se à uma existência rude. Jesus passeia em nosso meio para restabelecer em nós, primeiro, o desejo de voltar ao primeiro jardim; despertar o desejo de paz, saúde, fartura, harmonia. 

Jesus quer nos habilitar a retornar ao Jardim do Éden. Para isso,  Cristo teve que passar por outro jardim, o Getsemani (palavra que signifca prensa de azeite, lugar onde as azeitonas são espremidas para a produção do óleo). Jesus ora naquele lugar e pede para que os discípulos o acompanhem. Em oração, Jesus diz que a alma dEle está angustiada até a morte. Ali, Jesus sua sangue. Ali, Ele é traído e preso. Ali, Ele realiza seu último milagre de cura, restaurando a orelha de um soldado. 

O sacrifício de Jesus começa no Getsemani e termina também em outro jardim. Depois da morte em cruz, quando Ele diz "Tudo foi consumado", o corpo de Cristo é levado para um sepulcro existente em um jardim, como está descrito no livro de João. 

E havia um horto naquele lugar onde fora crucificado, e no jardim um sepulcro novo, em que ainda ninguém havia sido posto. 
João 19:41

Jesus foi ao terceiro jardim. E por isso nós podemos retornar ao Jardim do Éden.

Você será como um jardim bem regado, como uma fonte cujas águas nunca faltam. 
Isaías 58:11

Para ter acesso ao primeiro Jardim, nós temos que verificar algumas condições de vida, como foi profetizado por Isaías, 700 anos antes de Jesus.  

Aí sim, você clamará ao Senhor, e ele responderá; você gritará por socorro, e ele dirá: Aqui estou. "Se você eliminar do seu meio o jugo opressor, o dedo acusador e a falsidade do falar; se com renúncia própria você beneficiar os famintos e satisfizer o anseio dos aflitos, então a sua luz despontará nas trevas, e a sua noite será como o meio-dia. 
Isaías 58:9-10

Julgo opressor é toda a vontade de impor a sua própria vontade e opinião às outras pessoas. Não podemos exercer o nosso ministério com o dedo em riste contra os nossos irmãos. Não podemos ser acusadores, não é esse nosso papel, temos que ser perdoadores. Acusador é o diabo. 

A expressão que o Senhor espera de nós é de ARREPENDIMENTO, assumindo a responsabilidade pelas nossas decisões. Cada um assume a sua responsabilidade. 

Eliminar a falsidade no falar. É difícil ter comunhão em verdade entre os irmãos, porque estamos longe de sermos o jardim que o Senhor espera que sejamos. Se não aprendermos a praticar comunhão com o diferente, não poderemos exercer nenhum ministério cristão. 

A hora em que falta perdão, amor, compreensão, o nosso Jardim do Eden se transforma em Getsemani - jardim da agonia. Jardim precisa ser cuidado. Como temos cuidado do nosso jardim espiritual? Como voltará o nosso jardim para o ceú? Bonito, perfumado ou uma moita de espinheiro? O nosso jardim é de paz e serenidade, comunhão e verdade? Ou é de falsidade?

Tome providências na sua vida para cultivar o jardim da sua vida. Tome decisões para regar as flores que o jardim tem enviado ao seu jardim. Deus tem te abençoado. Retira a erva daninha da relação com a sua esposa, com seu amigo, seu filho. No jardim da sua vida, Deus pode caminhar?

Devocional 
O texto desta devocional chama a atenção para o tempo de avivamento que esta geração tem vivido para renovar e ampliar a qualidade da nossa fé, o que está ocorrendo também na IBPaz Coxipó.
O Pastor Jairo Ishikawa ressalta que este texto foi escolhido por ele nesta tarde para este momento. Chegando na igreja, uma irmã membro da IBPaz Coxipó contou-lhe sobre uma visão onde apareceram-lhe dois corações: um vivo, pulsante e outro recolhido, sem pulsação.
O propósito do culto desta noite é promover uma oportunidade para as pessoas se aproximarem ainda mais de Jesus, independente do quanto já são próximas, no caminho de busca de uma intimidade plena com o Senhor. Sempre é possível ser ainda mais próximo.
E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.
E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito.
E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça.
O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR.
E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o SENHOR, e entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR chamar. 
Joel 2:28-32

9 de junho de 2013

Aparências esganam

Há uma infinidade de textos bíblicos que nos alertam para o perigo da aparência enganosa.  Só para citar alguns exemplos:

"Não considere sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração". (1Sm.16:7)

“Não julguem apenas pela aparência, mas façam julgamentos justos". (Jo.7:24)

“Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que eles estão jejuando.” (Mt.6:16)

“Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também.” (2Tm.3, 1-5)

Vivemos hoje os dias acima profetizados pelo Apóstolo Paulo. O engano está presente em todos os setores da vida cotidiana. Existe uma armadilha montada a cada passo de quem busca  a verdade. Tais armadilhas, nos alerta a Palavra de Deus, sempre se apresentam travestidas de boas coisas, de bons ensinos. O mal ocupa-se, basicamente, de produzir ENGANO no coração e nas atitudes do homem.
Se percebermos que o ENGANO é a grande arma de satanás, entenderemos porque Jesus disse que o diabo é pai da mentira (Jo.8:44). E conforme o temo passa, parece que o engano vai se sofisticando, sempre buscando novas máscaras, sempre renovando seu arsenal de mentira para enganar os justos.
“Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos.” (Mt.24:24)
Há um ditado popular que diz que as aparências enganam. Ora, se a falsa aparência tem sido a cada dia mais utilizada como arma para esconder a verdade e a verdade é vida, eu posso fazer uma mudança na frase popular e torna-la um pouco mais mortal.
CUIDADO! AS APARÊNCIAS ESGANAM! MATAM E DESTROEM!
Não era portanto, exagero de Jesus o rigor com que ele tratou com os fariseus. Raposas, lobos vestidos de ovelhas, sepulcros caiados são apenas alguns adjetivos usados por Jesus para condenar veementemente a aparência de falsa piedade largamente praticada pelos religiosos daqueles dias.
Na ótica de Jesus, a busca pela boa aparência em detrimento da busca pela essência é a estratégia satânica que invade o ambiente da religião, onde originalmente deveria existir piedade e santidade, e o transforma em um reino de mentiras, onde os verdadeiros objetivos são a busca pelo lucro, pelo poder e pela dominação dos desfavorecidos.
Ambições pessoais e mesquinhas, interesses políticos de grupos dominadores e implantação de um sistema de exploração e domínio tem sido o verdadeiro objetivo de muitas igrejas e muitos líderes desde os dias de Jesus. É a religião sendo sordidamente usada em benefício do engano.
Perceba agora a profundidade do apelo de Jesus quando Ele convida: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei.” (Mt.11:28) Jesus percebia o quanto aquele povo era enganado, explorado, ludibriado em suas boas intenções. Jesus condenava com divina fúria todos aqueles que usavam uma capa de santidade para enganar, roubar, explorar o povo.
Diante dessa intensa batalha entre a verdade e a mentira, a Bíblia parece nos alertar a cada ãgina, a cada história, sobre as artimanhas do enganador, sobre os perigos de nos deixarmos levar pela primeira aparência, pelo primeiro discurso.
A pergunta é: Se sabemos que aparências enganam e que aparências esganam e matam a verdade, porquê ainda nos deixamos enganar? Porquê somos tão facilmente ludibriados pelo enganador? Porquê continuamos caindo “como patinhos” nas armadilhas de satanás, como vítimas ingênuas que em pleno século XXI ainda acreditam em “bilhete premiado”, em “negócio da china” em “golpe da barriga” e outras “esparrelas” desse tipo ?
1) Deixamo-nos enganar pelas falsas aparências porquê confiamos quando deveríamos desconfiar e acreditamos sem o cuidado que questionar.
2) Deixamo-nos enganar pelas falsas aparências porque preferimos delegar aos outros a responsabilidade do conhecimento. Em geral, nós nos acomodamos no conhecimento superficial, na sabedoria parcial e assim passamos a confiar em homens que erroneamente julgamos bem intencionados e suficientemente capacitados.
3) Deixamo-nos enganar pelas falsas aparências porque percebemos que à nossa volta, muitos outros estão fazendo o mesmo e, no curto prazo, o resultado até parece satisfatório, desejável, lucrativo, benéfico ou suficientemente vantajoso.

4) Deixamo-nos enganar pelas falsas aparências porquê preferimos nos fechar em guetos, nos isolar em grupos e nos espelhar e apoiar em pessoas que pensam da mesma forma que nós, que têm os mesmos hábitos e valores que nós, ignorando a diversidade que há no Reino de Deus e até entre os homens.


Devocional 
O profeta Isaías, denominado messiânico, profetizou sobre a vida de Jesus Cristo, com vários séculos de antecedência. Isaías previu vários detalhes sobre a vida e a morte de Jesus. 
Hoje temos liberdade de culto, de estudo e de obra. Mas mesmo assim não valorizamos esta liberdade. A igreja precisa honrar a palavra de Deus com compromisso . Deus estava em Isaías prometendo para todos os homens. Esta promessa foi cumprida em Jesus. Temos a oportunidade de conhecer todas as circunstâncias e o ministério de Jesus. Mesmo assim, muitas vezes exercemos um cristianismo descomprometido. 
O culto deve ser um momento de valorização do compromisso com Jesus Cristo. O profeta Isaías fez a parte que lhe coube, Deus cumpriu sua promessa e nós temos que ser cristão conforme todas estas 

Quem creu em nossa mensagem e a quem foi revelado o braço do Senhor?
Ele cresceu diante dele como um broto tenro, e como uma raiz saída de uma terra seca. Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada em sua aparência para que o desejássemos.
Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de tristeza e familiarizado com o sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima.
Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido.
Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.
Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.
Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca.
Com julgamento opressivo ele foi levado. E quem pode falar dos seus descendentes? Pois ele foi eliminado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo ele foi golpeado.
Foi-lhe dado um túmulo com os ímpios, e com os ricos em sua morte, embora não tivesse cometido qualquer violência nem houvesse qualquer mentira em sua boca.  
Contudo foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer, e, embora o Senhor faça da vida dele uma oferta pela culpa, ele verá sua prole e prolongará seus dias, e a vontade do Senhor prosperará em sua mão 
Isaías 53:1-10