25 de setembro de 2013

O milagre "roubado"

O livro de Marcos foi escrito aproximadamente no ano 50 dC, por João Marcos, sendo o mais antigo do evangelhos. Deve ter sido redigido com informações de Pedro, tio do autor. A redação original foi em grego, o que evidencia a boa cultura de Marcos.

Tendo Jesus voltado de barco para a outra margem, uma grande multidão se reuniu ao seu redor, enquanto ele estava à beira do mar.
Então chegou ali um dos dirigentes da sinagoga, chamado Jairo. Vendo Jesus, prostrou-se aos seus pés
e lhe implorou insistentemente: "Minha filhinha está morrendo! Vem, por favor, e impõe as mãos sobre ela, para que seja curada e viva".
Jesus foi com ele. Uma grande multidão o seguia e o comprimia.
E estava ali certa mulher que havia doze anos vinha sofrendo de uma hemorragia. Ela padecera muito sob o cuidado de vários médicos e gastara tudo o que tinha, mas, em vez de melhorar, piorava.
Quando ouviu falar de Jesus, chegou-se por trás dele, no meio da multidão, e tocou em seu manto,
porque pensava: "Se eu tão-somente tocar em seu manto, ficarei curada".
Imediatamente cessou sua hemorragia e ela sentiu em seu corpo que estava livre do seu sofrimento.
No mesmo instante, Jesus percebeu que dele havia saído poder, virou-se para a multidão e perguntou: "Quem tocou em meu manto? "
Marcos 5:21-30 

Este é o único milagre relatado nos evangelhos que não demandou uma iniciativa de Jesus para atender a uma pessoa enferma ou endemoniada. Havia uma multidão e a mulher, totalmente enfraquecida, se arrasta e toca na orla das vestes de Jesus. Ela não pede, não faz questão de se apresentar. Não foi Jesus que determinou o milagre, mas pela fé a mulher tirou dEle a virtude, o poder. 
Um milagre diferente que não dependeu da decisão de Jesus. Dependeu da decisão de uma mulher doente e cheia de fé. 
Mas Jesus percebeu, parou a caminhada e, em consequencia, a menina - filha de Jairo, esperou. O que estava planejado sofreu a interferência daquela mulher. Ele pergunta quem o tinha tocado, a mulher se identifica e é abençoada. 
Na sequencia, a filha de Jairo também recebe o milagre. Ela foi ressuscitada. 
Aquela mulher que permaneceu anônima recebeu uma revelação que nem mesmo os discípulos de Cristo ainda não haviam entendido. Jesus é o milagre. A presença de Cristo é o milagre. 
Jesus está presente em nossas vidas todo o tempo, mas nós não nos inclinamos para tocar em suas vestes. A presença dEle é a cura, a solução. 

Destaques para a meditação neste texto: 

1-) Para se aproximar de Jesus é necessário romper a multidão. Teve que enfrentar a sua condição física, o olhar reprovador da comunidade, o preconceito contra a doença e outros valores da sociedade. Viver em contato com Jesus exige esforço. O mundo conspira para que nós nos separemos de Cristo. Os problemas da vida ao invés de nos aproximar, nos distancia do Senhor. A mulher que recebeu o milagre caminhou na contramão deste pensamento. 

2-)  Não existe uma atitude de fé desapercebida no Céu. O mundo espiritual não ignora a sua ação devocional - suas orações, sua atitude. Não pense que você está sozinha na sua luta ou abandonada na sua batalha. e mais: quando o céu percebe sua oração, sua atitude de fé, o céu para te reconhecer. 

3-) E Jairo? Angustiado, com a filha gravemente doente, Jairo deve estar preocupado com aquela parada de Jesus no meio da multidão. É preciso esperar e confiar no tempo de Deus. Há tempo para tudo. O tempo pertence ao Senhor.

4-) O ensino mais impressionante nestas duas histórias nos diz que a presença de Jesus é o suficiente para fazer toda a diferença na realidade das pessoas. Quando Jesus está presente é o céu. Não adianta querer o milagre e não desejar a presença de Jesus. A presença de Jesus é o milagre.

Devocional 
O Salmo 95 é um acróstico, de 11 versículos. A primeira etapa do Salmo é cúltico, alegre. Na segunda fase, o poeta assume o posicionamento de Deus e, nas lembranças divinas sobre a revolta do povo contra Deus em Meribá,  a poesia torna-se sombria. O poeta lembra-se da tristeza de Deus com a rebeldia do seu povo, da falta de perseverança e fé.

Venham! Cantemos ao Senhor com alegria! Aclamemos a Rocha da nossa salvação.
Vamos à presença dele com ações de graças; vamos aclamá-lo com cânticos de louvor.
Pois o Senhor é o grande Deus, o grande Rei acima de todos os deuses.
Nas suas mãos estão as profundezas da terra, os cumes dos montes lhe pertencem.
Dele também é o mar, pois ele o fez; as suas mãos formaram a terra seca.
Venham! Adoremos prostrados e ajoelhemos diante do Senhor, o nosso Criador;
pois ele é o nosso Deus, e nós somos o povo do seu pastoreio, o rebanho que ele conduz. Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, como em Meribá, como aquele dia em Massá, no deserto,
onde os seus antepassados me tentaram, pondo-me à prova, apesar de terem visto o que eu fiz.
Durante quarenta anos fiquei irado contra aquela geração e disse: "Eles são um povo de coração ingrato; não reconheceram os meus caminhos".
Por isso jurei na minha ira: "Jamais entrarão no meu descanso".
Salmos 95:1-11

23 de setembro de 2013

Ensinos revolucionários da Cruz: PEDIR PERDÃO!


Uma das principais características do Evangelho de Jesus é o seu caráter absolutamente REVOLUCIONÁRIO. O ensino de Cristo veio para confrontar conceitos que estavam estabelecidos havia séculos! Ao confrontar a RELIGIÃO e seus preceitos tão profundamente arraigados na cultura daquele povo, Jesus revelava que seu ensino seria, antes de qualquer coisa, REVOLUCIONÁRIO. Foi por isso que por diversas vezes, Ele observou a surpresa das pessoas que O ouviam. Foi assim com Nicodemos, por exemplo, quando Jesus lhe falava sobre o novo nascimento. Foi assim com o jovem rico, quando Jesus lhe exigiu renúncia aos bens materiais. Foi assim com os fariseus, quando Jesus se permitiu ser amigo de pecadores, conversar com prostitutas ou relacionar-se com inimigos do judaísmo.


O Sermão do Monte “deu o tom” de tudo aquilo que Jesus haveria de ensinar em seus três anos de ministério. Naquele primeiro grande discurso, Jesus já dava amostras de que Ele não viera para ensinar conformismo, mas que pregaria diversas formas de revolução. Foi este aspecto de sua mensagem, aliás, que despertou a ira de políticos, religiosos e poderosos que mais tarde iriam conspirar para sua morte.


Quer ver alguns exemplos do ensino revolucionário da cruz?


1) Mais que amar amigos, devemos amar inimigos! (Mt.5:43-33)

2) Total desapego aos bens materiais (Mt.5:40)

3) Não às preocupações com a própria vida (Mt.6:25)

4) Não julgar, não “reparer” na vida do próximo! (Mt.7:1-3)


Mas de todos os ensinos revolucionários, o que mais dúvidas causou entre os discípulos foi o ensino do perdão. Cristo ensinou não apenas a perdoar de forma indistinta e sincera, mas também nos ensina a procurarmos perdão. Se não buscarmos o perdão do próximo, estamos INABILITADOS até mesmo para entregar as oferta no altar!


Leiamos Mt.5:23-24

"Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta.”


Pedir perdão é mais que demonstração de arrependimento; é mais do que simples desejo de “colocar pedra em cima” e seguir a vida como se não tivesse praticado nenhum mal...

Se saber perdoar é marca do cristão, saber pedir perdão é marca do cristão que ama a paz. Pensando nesse tema, pelo menos quatro considerações me afloram à mente:


1) É preciso pedir perdão quando se sofre diante da justa possibilidade de ver rompida uma relação da qual depende seu conforto e felicidade.


2) Precisamos aprender a pedir perdão não apenas quando ofendemos o próximo, mas principalmente quando o próximo se sente ofendido.


3) A pessoa que pede perdão é aquela que valoriza mais a relação do que o próprio ego.


4) A disposição de se buscar perdão é algo próprio de quem sabe que a felicidade se constrói em cima de relacionamentos duradouros e a derrota se estabelece nos relacionamentos rompidos.
 
O reino de Deus entre os homens se estabelece em meio ao mútuo acordo. Quando homens concordam entre si, Jesus se posiciona entre eles. A presença de Deus (Mt.18:20). Logo, é de se concluir que quando há discordância entre irmãos, a presença de Deus fica inviabilizada. Buscar pois, o perdão diário e a constante harmonização de nossas relações é fator preponderante para que Cristo esteja em nós e entre nós.

(Pr. Jairo Ishikawa)

9 de setembro de 2013

O olhar penetrante de Cristo


O Senhor voltou-se e olhou diretamente para Pedro. Então Pedro se lembrou...” (Lc.22:61a)
Há, na Jerusalém dos dias de hoje, um local que para mim é muito inspirativo. De um lado, as ruínas de uma antiga escada, por onde Jesus passou levado pelos soldados que o prendiam; no mesmo local, a poucos metros de distância, um monumento erigido em memória do fato bíblico ali ocorrido: a negação de Pedro.

O texto de Lucas diz claramente que, ali naquela escada, aconteceu uma troca de olhares. Os olhos de Cristo se levantaram e, silenciosamente separados por aquela curta distância, encontraram os olhos de Pedro.

Eles não trocaram palavras. Não havia liberdade e nem tempo para isso. Não conversaram e nem argumentaram um com o outro. Apenas se olharam. Por um brevíssimo espaço de tempo, não mais do que um ou dois segundos, Jesus e falou com Pedro. Talvez aqueles dois ou três segundos tenham sido mais impactantes do que as muitas horas em que Pedro e Jesus andaram juntos, as madrugadas de longas conversas, as viagens que duravam dias e dias...

Apenas um olhar!

1) Não existe nada nas profundezas da nossa alma, nem na nossa história recente ou remota, que possa escapar ao olhar penetrante e revelador de Cristo.

2) Jesus não precisa de palavras humanas e nem de longas conversas para nos dizer tudo o que precisamos ouvir. 

3) O olhar penetrante de Cristo é altamente incentivador. Quando permitimos que Cristo nos olhe diretamente nos olhos da alma, alcançamos força, conhecimento e motivação para tomarmos posições de vitória na vida e no Reino de Deus.

(Pr. Jairo Ishikawa)

2 de setembro de 2013

Quando se dobram os carvalhos


O cenário bíblico, sabemos, é formado por paisagens inóspitas. Quase todas as regiões mencionadas na Bíblia estão situadas nas partes mais áridas da Terra. Nossos heróis da fé e todos os personagens bíblicos habitaram desertos e acostumaram-se a viver em terras de baixíssima fertilidade.
Ao prometer uma terra onde “mana leite e mel”, Deus acenava com novidades. Deus prometia campinas verdejantes, terras férteis e paisagens mais vívidas.
As árvores do deserto são, em geral e quando existem, parecidas com o Cerrado do nosso Centro Oeste brasileiro. São árvores de pequeno porte e quase nenhuma utilidade.
Quando a Bíblia menciona árvores frondosas como os CARVALHOS, ela está falando de um tipo de vida com a qual a maioria dos homens não está habituada. Para quem conhece apenas arbustos, cactos e acácias retorcidas, a simples visão de um frondoso CARVALHO ou de uma FIGUEIRA frutífera pode ser surpreendente.
Quando a profecia de Isaías menciona a expressão CARVALHOS DE JUSTIÇA, a alusão é imediata: Carvalho significa não apenas grandeza e robustez incomuns, mas também longevidade, imponência, vida e sobretudo ALEGRIA.
Deus nos fez CARVALHOS em meio a paisagens desérticas!
A ALEGRIA é marca do cristão, porque ela brota de uma raiz que se alimenta diretamente da Água da Vida, que é Jesus. Somos alegres porque sabemos que temos e LONGEVIDADE e a FORÇA dos Carvalhos...não nos dobramos com facilidade.
Sabemos das instruções de Jesus, de Paulo e dos demais apóstolos nos exortando a cultivar uma vida de ALEGRIA, mas, convenhamos...até os CARVALHOS se dobram.
Somos um povo alegre, mas também nos entristecemos. ECLESISATES 3:4 diz que há tempo para choro. Mesmo vivendo uma vida de riso, há momentos em precisamos chorar. Há momentos em que o próprio Deus chora! Os Evangelhos falam de pelo menos três oportunidades em que lágrimas desceram até mesmo pelo rosto do Cristo. Sim, Jesus também chorou!
Conhecemos e já estudamos bem as instruções de Paulo aos Filipenses, quando o apóstolo conclama: “Alegrai-vos sempre no Senhor....outra vez vos digo: Alegrai-vos!” (Fp.4:4)
Este sermão também poderia ter o título de “Tristezas Obrigatórias” pois entendo que existem momentos em que DEVEMOS nos entristecer? Que momentos são estes?
Assim como Jesus enquanto andou por aqui, o cristão se entristece quando percebe tristeza no coração de Deus. A tristeza de Deus reverbera diretamente no coração daqueles que estão sintonizados com Ele.
Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram. (Rm.12:15)
Então, choremos sempre que percebermos que Deus também chora! Permita que seu coração se entristeça quando você perceber que o coração de Deus está triste. E quando o coração de Deus se entristece?
1) Deus se entristece quando fica claro que sermões inspirados e milagres impressionantes não são suficientes para produzir mudanças significativas no destino dos homens. Deus se entristece quando, mesmo com todo o esforço dEle e da Igreja,  o pecador não se recusa a se arrepender.
2) Deus se entristece quando as limitações e fraquezas de seus filhos ficam evidentes e quando essas fraquezas finalmente produzem rompimentos, derrotas e mortes.
3) Deus se entristece quando percebe que seus filhos, por desconhecimento da verdade, caminham, iludidos, em direção à derrota.

25 de agosto de 2013

... onde houverem dois ou três...



A meditação bíblica desta noite tem como base o texto que está no capítulo 18 de Mateus. Trata-se de um trecho muito conhecido, geralmente reproduzido em reuniões de oração, cultos, com a participação de poucas pessoas, o que está correto.

Entretanto, a mensagem é ainda mais abrangente, o contexto onde Jesus proferiu a famosa frase não se refere a uma reunião de oração. Jesus está falando de disciplina na Igreja. 

"Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão. Mas se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que ‘qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas’.
Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano. "Digo-lhes a verdade: Tudo o que vocês ligarem na terra terá sido ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra terá sido desligado no céu.
"Também lhes digo que se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está nos céus. Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles". (Mateus 18:15-20)

Jesus é Deus, onipresente, mas só se manifesta em presença quando convidado. Jesus bate na porta do seu coração, da sua casa, do seu casamento, das suas amizades, mas se não for aceito, em concordância entre as pessoas, não se manifesta, não influencia. A  parte do texto que fala da presença de Jesus, portanto, está subordinada à união de pensamento, à concordância harmônica entre irmãos. É, pois, a unidade que garante a presença de Jesus e não a quantidade de pessoas reunidas. em outras palavras, dois ou três até podem se reunir em nome de Jesus, mas se não houver ACORDO entre eles, Jesus não estará presente.

"Acaso andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?" (Am 3:3)

A recíproca é verdadeira, pois equivale dizer que o desacordo, a desunião, a discordância entre dois ou três afasta a presença de Jesus e inviabiliza o favor de Deus. 

"A mensagem essencial do nosso Senhor é Ele mesmo!" J. Sidlow Baxter

1-) A Igreja só é igreja se for uma comunidade de pessoas onde Jesus, e mais ninguém, ocupa posição central e soberana. 
2-) A busca insistente e diligente pelo ACORDO entre pessoas faz parte da missão central da Igreja, que é a de garantir a presença de Jesus em toda forma de relacionamento interpessoal. 
3-) É a presença de Jesus, e não a quantidade de pessoas, que determina o nível de sucesso e felicidade nas suas relações interpessoais. 

"Entregar a vida a Jesus é muito mais do que garantir a salvação, é ter uma ideologia, não é apenas ter um bom motivo pra viver, mas sim ter uma razão pela qual morrer, e quando assim vivermos, com um ideal para o qual morrer Jesus, o Senhor, estará conosco até o fim."
(Pr. Richard Medeiros)

Devocional 
O Salmo 133 é conhecido como o Salmo da Comunhão. O texto chama a atenção para a importância da comunhão comparando-a com a preciosidade do óleo utilizado para a unção.  O salmista Davi faz esta comparação porque sabe que somente a união entre as pessoas é capaz de produzir certo resultados positivos na vida dos homens.  A unidade é uma grande benção. 
Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.
É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.
Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.
Salmos 133:1-3

18 de agosto de 2013

Pelos caminhos do Mestre

No culto deste domingo, a reflexão proposta pelo Pastor Jairo Ishikawa tem como base o texto de Lucas 9:57-62

Quando andavam pelo caminho, um homem lhe disse: "Eu te seguirei por onde quer que fores".
Jesus respondeu: "As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça".
A outro disse: "Siga-me". Mas o homem respondeu: "Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai".
Jesus lhe disse: "Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, vá e proclame o Reino de Deus".
Ainda outro disse: "Vou seguir-te, Senhor, mas deixa-me primeiro voltar e despedir-me da minha família".
Jesus respondeu: "Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus".

Os caminhos percorridos por Jesus foram difíceis; enfrentou oposição espiritual, de pessoas, de poder. Quando nós enfrentamos perseguição, pessoas que discordam de nós, Jesus já enfrentou este tipo de situação. Jesus Cristo sabe das dificuldades que você enfrentará quando decidir andar com Ele. E Ele as conhece muito bem.

Jesus  quando esteve na terra procurou seguidores. Mateus foi convocado por Cristo a segui-lo. Mateus decidiu andar nos caminhos do Mestre. Algumas pessoas, como Mateus, tomaram a mesma decisão. Sempre que isso acontece, o Mestre apresenta algumas provas. 

Primeira prova:
Você está disposto a enfrentar SOLIDÃO? (v.58)
-É difícil perceber que muitas vezes você não será uma unanimidade (OPOSIÇÕES)
-Nem todos estão dispostos a defender o que é correto (COMODISMO)

Segunda prova:
Você está disposto a mudar suas PRIORIDADES? (v.60)
-Quebrar paradigmas, mudanças culturais, mudança de alvos, objetivos
-Enfrentar OPOSIÇÃO daqueles que acham que devem INFLUENCIAR suas prioridades

Terceira prova:
Você está disposto a NÃO RECUAR? (v.62)
Jesus compara a opção de segui-lo ao trabalho com o arado. Nesta tarefa, o homem não pode desviar-se, muito menos recuar, porque neste caso o trabalho será totalmente perdido e deverá ser reiniciado. 

Assim é a resposta dada pelo Pastor quando foi perguntado pelo missionário sobre  que era importante levar neste ministério. O Pastor respondeu: o seu caixão, porque esta uma opção sobre a qual não há volta, o missionário deve estar pronto para seguir até morrer. 

Outra ilustração, está na história do navegador espanhol Fernando Cortez que ao chegar às terras onde hoje se situa o México ordenou que fossem queimados os navios que o tinham trazido até aquele lugar. Uma medida drástica, que impedia o seu retorno à terra natal.

Parece algo extremo, excessivo e até bárbaro, mas vistas bem as coisas foi um ato de coragem.  Cortez não queria que os seus homens pensassem noutra coisa a não ser o caminho em frente.

Quando pensamos em trilhar um caminho somos, muitas vezes, manipulados pelos nossos medos. O medo de falhar, de não ser capaz, de não ser tão bom quanto outros. Mas as conquistas são para os destemidos! Para os que não olham para trás, para os que nunca fogem.

Jesus foi um homem que marchou por caminhos difíceis e desafiadores. Ele passou por caminhos que homem nenhum jamais tinha passado, como o Calvário, Getsêmani, Ascenção..., mas também passou por caminhos que eu e você passamos todos os dias.

Como Jesus enfrentaria os caminhos que você enfrenta?

Ele teria medo? Ele relutaria (Lc.9:52-53)? Ele desistiria diante do primeiro obstáculo? Jesus se recusaria a caminhar para fugir da dor? Jesus se acovardaria diante da possibilidade de solidão, sofrimento, carestia...?

NÃO DESISTA!


Devocional 
O texto da devocional de hoje  está no Salmos: 
No Senhor me refugio. Como então vocês podem dizer-me: "Fuja como um pássaro para os montes"?
Vejam! Os ímpios preparam os seus arcos; colocam as flechas contra as cordas para das sombras as atirarem nos retos de coração.
Quando os fundamentos estão sendo destruídos, que pode fazer o justo?
O Senhor está no seu santo templo; o Senhor tem o seu trono nos céus. Seus olhos observam; seus olhos examinam os filhos dos homens.
O Senhor prova o justo, mas o ímpio e a quem ama a injustiça, a sua alma odeia.
Sobre os ímpios ele fará chover brasas ardentes e enxofre incandescente; vento ressecante é o que terão.
Pois o Senhor é justo, e ama a justiça; os retos verão a sua face.
Salmos 11:1-7

Davi é o autor do livro de Salmos. Ele é um rei, um militar e sua poesia frequentemente estabelecem comparações com termos relacionados a experiência dele. Neste texto, Davi lembra que a única segurança plena e verdadeira está em Deus. Qualquer outra, firmada em pessoas ou circunstâncias, é falível. O homem não pode confiar nas suas posses, nos seus parentes, nos seus diplomas, no seu conhecimento. Tudo é passível de falha. Só Deus nunca erra, nunca mente, nunca trai. 


11 de agosto de 2013

Esperança...

A meditação desta noite vem pela palavra do Pr. Heber Juliano, da Igreja Batista da Paz de Campo Novo do Parecis. O tema proposto é "Esperança". Ele começa lançando algumas afirmações e algumas perguntas:
  • O Maior adversário das nossas esperanças é o tempo, pois ninguém gosta de esperar
  • Vivemos dias muito "acelerados", onde o tempo é inimigo de todos.
  • Diante de Deus, precisamos desacelerar, parar e OUVIR.
  • Qual é a idade da sua esperança?
  • Qual é a sua esperança hoje?
  • O que você espera do pregador da noite?
  • O quê você espera da estrutura de vida que você tem hoje?
  • O quê você espera de Deus?
Leitura proposta: João, 5:1-9


Algum tempo depois, Jesus subiu a Jerusalém para uma festa dos judeus.

Há em Jerusalém, perto da porta das Ovelhas, um tanque que, em aramaico é chamado Betesda tendo cinco entradas em volta.

Ali costumava ficar grande número de pessoas doentes e inválidas: cegos, mancos e paralíticos. Eles esperavam um movimento nas águas.

De vez em quando descia um anjo do Senhor e agitava as águas. O primeiro que entrasse no tanque, depois de agitadas as águas, era curado de qualquer doença que tivesse.

Um dos que estavam ali era paralítico fazia trinta e oito anos.

Quando o viu deitado e soube que ele vivia naquele estado durante tanto tempo, Jesus lhe perguntou: "Você quer ser curado?"

Disse o paralítico: "Senhor, não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque quando a água é agitada. Enquanto estou tentando entrar, outro chega antes de mim".

Então Jesus lhe disse: "Levante-se! Pegue a sua maca e ande".

Imediatamente o homem ficou curado, pegou a maca e começou a andar. Isso aconteceu num sábado...

A crença popular, a notícia que se espalhava de boca em boca, o espírito de religiosidade e a escassez de recursos produziu, naquele tanque, um lugar de esperança. Para muitos, a última esperança de uma cura, de uma solução. Era, pois, um lugar lotado de pessoas necessitada.

O lugar que era para ser "Lugar de Misericórdia", conforme se traduz o nome do tanque, era na verdade um lugar onde havia egoísmo e comércio. 

Jesus, passando por ali, viu que era um lugar carente da graça e da misericórdia de Deus. Jesus toma conhecimento da situação de um homem que, por trinta e oito anos, alimentou a esperança de que, um dia a misericórdia se manifestasse em favor dele. Trinta e oito anos de expectativa de cura, de libertação, de restauração do afeto, da dignidade...um homem carente. A Bíblia não registorou nome daquele homem, mas registrou sua esperança.

Trinta e oito anos! Porquê ele não foi embora? Porquê não blasfemou contra Deus? Porquê ele não desistiu? Porquê não parou de crer? Uma coisa percebemos: Aquele homem alimentou uma esperança.

É muito difícil, numa sociedade como esta em que vivemos, alimentar nossa esperança por tanto tempo. Hoje, enfrentamos os dias da descartabilidade, de egoísmo, de crueldade.

É preciso tirar alguns ensinos deste episódio.

1) Não fique esperando as águas se moverem. Não existe nenhum registro de que aquele era o único lugar onde Deus curava. Deus, sendo onisciente, sabe de tudo e conhece as suas necessidades. Não podemos depositar nossas esperanças apenas em crendices, em lugares, em homens, em recursos materiais... Melhor é esperar em Deus, que está em todo lugar, que tudo pode, que tudo sabe. Há multidões, nos dias atuais, esperando um "chacoalhar de águas", uma manifestação mágica de  algum curandeiro ou de algum milagreiro moderno, mas não esperam no verdadeiro Deus. Não pode os correr o risco de depositarmos nossas esperanças em deuses estranhos.

2) Não podemos perder a fé. Esperar demais tm a tendência de sufocar a nossa fé. O tempo de epsra pode abrir brecha para o diabo sobrar maldição em nossos ouvidos. Aquele homem esperou trinta e oito anos, mas ouviu a voz de Deus, vinda diretamente da boca de Jesus. A nossa fé é medida quando passamos pelas dificuldades. Diz a canção: "Quando tudo diz que não, a tua voz me encoraja a prosseguir". Mesmo sofrendo nos "alpendres da vida", sabemos que Deus há de se manifestar. O homem de Betesda acreditou que Deus não o abandonaria e que, um dia, viria a seu encontro. O dia da sua cura pode demorar anos, mas também pode ser hoje.

3)  Não permita que sua esperança se transforme em solidão. Luis de Camões escreveu: "A maior solidão é aquela que se sente quando se está acompanhado". O homem de Bestesda não perdeu a esperança, mas permitiu-se sentir sozinho. Permitiu que o espírito de solidão se apoderou dele.

Temos, no entanto, um problema. Muitas das nossas enfermidades já fazem parte de nossa existência; mais do que isso, o imobilismo causado pela enfermidade se transforma em conformismo e, muitas vezes e em muitos caos, já não desejamos libertação. É mais cômodo ficar como está. Àquele home, Jesus perguntou se ele queria ser curado por isso. E ele respondeu que a solidão, a inexistência de um amigo, lhe impedia a cura. Ser curado, muitas vezes, significa retomar a vida, voltar a andar, movimentar-se, mudar...

Jesus viu e sentiu a dor daquele homem e com você não será diferente, mas é preciso que você responda a mesma pergunta: Você QUER ser curado?

4 de agosto de 2013

É tempo de avivamento

Avivamento é uma palavra que passou a fazer parte do "evangeliquês", um jeito próprio dos crentes se comunicarem, com certos vocábulos que se tornam comuns entre a comunidade. 
"É tempo de avivamento" é o tema da pregação de hoje, contida no texto Joel, 2:27: 
Então vocês saberão que eu estou no meio de Israel. Eu sou o Senhor, o seu Deus, e não há nenhum outro; nunca mais o meu povo será humilhado. "E, depois disso, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os velhos terão sonhos, os jovens terão visões.
Joel 2:27-28

A igreja sempre espera que esta profecia se cumpra da forma como está descrita pelo profeta Joel. A igreja sempre deseja que os jovens profetizem e tenham visões e os velhos sonhem. 
A primeira vez em que isso ocorreu está descrito em Atos dos Apóstolos, na reunião do Cenáculo, quando cerca de 180 pessoas foram impactadas pela presença do Espírito Santo que se manifestou em línguas de fogo e as pessoas começaram a falar em vários outros idiomas. De modo sobrenatural os estrangeiros que assistiram isso entendiam tudo o que era dito, por pessoas que falam naquelas línguas sem as conhecerem. 
É necessário que toda a igreja entenda e pratique o ministério de línguas estranhas, de cura, de milagres. Na verdade, a igreja do século XXI perdeu o significado da palavra avivamento. Há algumas perguntas a serem respondidas para esclarecimento dos cristãos. A primeira delas é: O que é avivamento?
O Pastor Ravenhill diz que: " ... pode haver muito tumulto sem avivamento. Mas, à luz do ensino bíblico e da história da igreja não podemos ter avivamento sem tumulto."  Em Atos 17:6, lê-se: "Esses homens, que tem causado alvoroço por todo o mundo, agora chegaram aqui." É um tumulto santo. O avivamento mexe com as estruturas sociais. 
1- Avivamento de verdade é Deus interferindo nos afazeres do homem, é um esforço divino que modifica a agenda humana com o objetivo de se restabelecer a ordem divina.
2- Avivamento é Deus restabelecendo as forças espirituais que seus filhos perderam ao longo da convivência com o mundo. 
3- Avivamento é uma parcela do poder sobrenatural de Deus sendo disponibilizada ao homem para que haja transformação no mundo. 
A segunda pergunta importante a ser respondida é: "O que não é avivamento?"
1- não é usar o louvor gospel no mundo, para ganhar dinheiro 
2- não é manipulação de multidões 
3- não é instrumento de enriquecimento de líderes e instituições 
Qual é o tipo de avivamento que a igreja necessita: 
1- aquele que restaure no coração do homem o verdadeiro amor a Deus, 
2- aquele que restaura o desejo do homem pelo céu, pelo reino de Deus
3- aquele que inicia o processo de separação do joio do trigo 
4- aquele que defina o cristão verdadeiro e não do interesseiro
O homem deve atender o chamado de Jesus. Este é o verdadeiro avivamento: 
"Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade".
João 4:24

Devocional
A devocional do culto desta noite tem como texto base o último trecho do Antigo Testamento. É o texto do Profeta Malaquias. 
"Pois certamente vem o dia, ardente como uma fornalha. Todos os arrogantes e todos os malfeitores serão como palha, e aquele dia, que está chegando, ateará fogo neles", diz o Senhor dos Exércitos. "Nem raiz nem galho algum sobrará.
Mas para vocês que reverenciam o meu nome, o sol da justiça se levantará trazendo cura em suas asas. E vocês sairão e saltarão como bezerros soltos do curral.Depois esmagarão os ímpios, que serão como pó sob as solas dos seus pés no dia em que eu agir", diz o Senhor dos Exércitos."Lembrem-se da lei do meu servo Moisés, dos decretos e das ordenanças que lhe dei em Horebe para todo o povo de Israel."Vejam, eu enviarei a vocês o profeta Elias antes do grande e terrível dia do Senhor.Ele fará com que os corações dos pais se voltem para seus filhos, e os corações dos filhos para seus pais; do contrário eu virei e castigarei a terra com maldição. "Malaquias 4:1-6