25 de agosto de 2013

... onde houverem dois ou três...



A meditação bíblica desta noite tem como base o texto que está no capítulo 18 de Mateus. Trata-se de um trecho muito conhecido, geralmente reproduzido em reuniões de oração, cultos, com a participação de poucas pessoas, o que está correto.

Entretanto, a mensagem é ainda mais abrangente, o contexto onde Jesus proferiu a famosa frase não se refere a uma reunião de oração. Jesus está falando de disciplina na Igreja. 

"Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão. Mas se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que ‘qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas’.
Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano. "Digo-lhes a verdade: Tudo o que vocês ligarem na terra terá sido ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra terá sido desligado no céu.
"Também lhes digo que se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está nos céus. Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles". (Mateus 18:15-20)

Jesus é Deus, onipresente, mas só se manifesta em presença quando convidado. Jesus bate na porta do seu coração, da sua casa, do seu casamento, das suas amizades, mas se não for aceito, em concordância entre as pessoas, não se manifesta, não influencia. A  parte do texto que fala da presença de Jesus, portanto, está subordinada à união de pensamento, à concordância harmônica entre irmãos. É, pois, a unidade que garante a presença de Jesus e não a quantidade de pessoas reunidas. em outras palavras, dois ou três até podem se reunir em nome de Jesus, mas se não houver ACORDO entre eles, Jesus não estará presente.

"Acaso andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?" (Am 3:3)

A recíproca é verdadeira, pois equivale dizer que o desacordo, a desunião, a discordância entre dois ou três afasta a presença de Jesus e inviabiliza o favor de Deus. 

"A mensagem essencial do nosso Senhor é Ele mesmo!" J. Sidlow Baxter

1-) A Igreja só é igreja se for uma comunidade de pessoas onde Jesus, e mais ninguém, ocupa posição central e soberana. 
2-) A busca insistente e diligente pelo ACORDO entre pessoas faz parte da missão central da Igreja, que é a de garantir a presença de Jesus em toda forma de relacionamento interpessoal. 
3-) É a presença de Jesus, e não a quantidade de pessoas, que determina o nível de sucesso e felicidade nas suas relações interpessoais. 

"Entregar a vida a Jesus é muito mais do que garantir a salvação, é ter uma ideologia, não é apenas ter um bom motivo pra viver, mas sim ter uma razão pela qual morrer, e quando assim vivermos, com um ideal para o qual morrer Jesus, o Senhor, estará conosco até o fim."
(Pr. Richard Medeiros)

Devocional 
O Salmo 133 é conhecido como o Salmo da Comunhão. O texto chama a atenção para a importância da comunhão comparando-a com a preciosidade do óleo utilizado para a unção.  O salmista Davi faz esta comparação porque sabe que somente a união entre as pessoas é capaz de produzir certo resultados positivos na vida dos homens.  A unidade é uma grande benção. 
Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.
É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.
Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.
Salmos 133:1-3

18 de agosto de 2013

Pelos caminhos do Mestre

No culto deste domingo, a reflexão proposta pelo Pastor Jairo Ishikawa tem como base o texto de Lucas 9:57-62

Quando andavam pelo caminho, um homem lhe disse: "Eu te seguirei por onde quer que fores".
Jesus respondeu: "As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça".
A outro disse: "Siga-me". Mas o homem respondeu: "Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai".
Jesus lhe disse: "Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, vá e proclame o Reino de Deus".
Ainda outro disse: "Vou seguir-te, Senhor, mas deixa-me primeiro voltar e despedir-me da minha família".
Jesus respondeu: "Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus".

Os caminhos percorridos por Jesus foram difíceis; enfrentou oposição espiritual, de pessoas, de poder. Quando nós enfrentamos perseguição, pessoas que discordam de nós, Jesus já enfrentou este tipo de situação. Jesus Cristo sabe das dificuldades que você enfrentará quando decidir andar com Ele. E Ele as conhece muito bem.

Jesus  quando esteve na terra procurou seguidores. Mateus foi convocado por Cristo a segui-lo. Mateus decidiu andar nos caminhos do Mestre. Algumas pessoas, como Mateus, tomaram a mesma decisão. Sempre que isso acontece, o Mestre apresenta algumas provas. 

Primeira prova:
Você está disposto a enfrentar SOLIDÃO? (v.58)
-É difícil perceber que muitas vezes você não será uma unanimidade (OPOSIÇÕES)
-Nem todos estão dispostos a defender o que é correto (COMODISMO)

Segunda prova:
Você está disposto a mudar suas PRIORIDADES? (v.60)
-Quebrar paradigmas, mudanças culturais, mudança de alvos, objetivos
-Enfrentar OPOSIÇÃO daqueles que acham que devem INFLUENCIAR suas prioridades

Terceira prova:
Você está disposto a NÃO RECUAR? (v.62)
Jesus compara a opção de segui-lo ao trabalho com o arado. Nesta tarefa, o homem não pode desviar-se, muito menos recuar, porque neste caso o trabalho será totalmente perdido e deverá ser reiniciado. 

Assim é a resposta dada pelo Pastor quando foi perguntado pelo missionário sobre  que era importante levar neste ministério. O Pastor respondeu: o seu caixão, porque esta uma opção sobre a qual não há volta, o missionário deve estar pronto para seguir até morrer. 

Outra ilustração, está na história do navegador espanhol Fernando Cortez que ao chegar às terras onde hoje se situa o México ordenou que fossem queimados os navios que o tinham trazido até aquele lugar. Uma medida drástica, que impedia o seu retorno à terra natal.

Parece algo extremo, excessivo e até bárbaro, mas vistas bem as coisas foi um ato de coragem.  Cortez não queria que os seus homens pensassem noutra coisa a não ser o caminho em frente.

Quando pensamos em trilhar um caminho somos, muitas vezes, manipulados pelos nossos medos. O medo de falhar, de não ser capaz, de não ser tão bom quanto outros. Mas as conquistas são para os destemidos! Para os que não olham para trás, para os que nunca fogem.

Jesus foi um homem que marchou por caminhos difíceis e desafiadores. Ele passou por caminhos que homem nenhum jamais tinha passado, como o Calvário, Getsêmani, Ascenção..., mas também passou por caminhos que eu e você passamos todos os dias.

Como Jesus enfrentaria os caminhos que você enfrenta?

Ele teria medo? Ele relutaria (Lc.9:52-53)? Ele desistiria diante do primeiro obstáculo? Jesus se recusaria a caminhar para fugir da dor? Jesus se acovardaria diante da possibilidade de solidão, sofrimento, carestia...?

NÃO DESISTA!


Devocional 
O texto da devocional de hoje  está no Salmos: 
No Senhor me refugio. Como então vocês podem dizer-me: "Fuja como um pássaro para os montes"?
Vejam! Os ímpios preparam os seus arcos; colocam as flechas contra as cordas para das sombras as atirarem nos retos de coração.
Quando os fundamentos estão sendo destruídos, que pode fazer o justo?
O Senhor está no seu santo templo; o Senhor tem o seu trono nos céus. Seus olhos observam; seus olhos examinam os filhos dos homens.
O Senhor prova o justo, mas o ímpio e a quem ama a injustiça, a sua alma odeia.
Sobre os ímpios ele fará chover brasas ardentes e enxofre incandescente; vento ressecante é o que terão.
Pois o Senhor é justo, e ama a justiça; os retos verão a sua face.
Salmos 11:1-7

Davi é o autor do livro de Salmos. Ele é um rei, um militar e sua poesia frequentemente estabelecem comparações com termos relacionados a experiência dele. Neste texto, Davi lembra que a única segurança plena e verdadeira está em Deus. Qualquer outra, firmada em pessoas ou circunstâncias, é falível. O homem não pode confiar nas suas posses, nos seus parentes, nos seus diplomas, no seu conhecimento. Tudo é passível de falha. Só Deus nunca erra, nunca mente, nunca trai. 


11 de agosto de 2013

Esperança...

A meditação desta noite vem pela palavra do Pr. Heber Juliano, da Igreja Batista da Paz de Campo Novo do Parecis. O tema proposto é "Esperança". Ele começa lançando algumas afirmações e algumas perguntas:
  • O Maior adversário das nossas esperanças é o tempo, pois ninguém gosta de esperar
  • Vivemos dias muito "acelerados", onde o tempo é inimigo de todos.
  • Diante de Deus, precisamos desacelerar, parar e OUVIR.
  • Qual é a idade da sua esperança?
  • Qual é a sua esperança hoje?
  • O que você espera do pregador da noite?
  • O quê você espera da estrutura de vida que você tem hoje?
  • O quê você espera de Deus?
Leitura proposta: João, 5:1-9


Algum tempo depois, Jesus subiu a Jerusalém para uma festa dos judeus.

Há em Jerusalém, perto da porta das Ovelhas, um tanque que, em aramaico é chamado Betesda tendo cinco entradas em volta.

Ali costumava ficar grande número de pessoas doentes e inválidas: cegos, mancos e paralíticos. Eles esperavam um movimento nas águas.

De vez em quando descia um anjo do Senhor e agitava as águas. O primeiro que entrasse no tanque, depois de agitadas as águas, era curado de qualquer doença que tivesse.

Um dos que estavam ali era paralítico fazia trinta e oito anos.

Quando o viu deitado e soube que ele vivia naquele estado durante tanto tempo, Jesus lhe perguntou: "Você quer ser curado?"

Disse o paralítico: "Senhor, não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque quando a água é agitada. Enquanto estou tentando entrar, outro chega antes de mim".

Então Jesus lhe disse: "Levante-se! Pegue a sua maca e ande".

Imediatamente o homem ficou curado, pegou a maca e começou a andar. Isso aconteceu num sábado...

A crença popular, a notícia que se espalhava de boca em boca, o espírito de religiosidade e a escassez de recursos produziu, naquele tanque, um lugar de esperança. Para muitos, a última esperança de uma cura, de uma solução. Era, pois, um lugar lotado de pessoas necessitada.

O lugar que era para ser "Lugar de Misericórdia", conforme se traduz o nome do tanque, era na verdade um lugar onde havia egoísmo e comércio. 

Jesus, passando por ali, viu que era um lugar carente da graça e da misericórdia de Deus. Jesus toma conhecimento da situação de um homem que, por trinta e oito anos, alimentou a esperança de que, um dia a misericórdia se manifestasse em favor dele. Trinta e oito anos de expectativa de cura, de libertação, de restauração do afeto, da dignidade...um homem carente. A Bíblia não registorou nome daquele homem, mas registrou sua esperança.

Trinta e oito anos! Porquê ele não foi embora? Porquê não blasfemou contra Deus? Porquê ele não desistiu? Porquê não parou de crer? Uma coisa percebemos: Aquele homem alimentou uma esperança.

É muito difícil, numa sociedade como esta em que vivemos, alimentar nossa esperança por tanto tempo. Hoje, enfrentamos os dias da descartabilidade, de egoísmo, de crueldade.

É preciso tirar alguns ensinos deste episódio.

1) Não fique esperando as águas se moverem. Não existe nenhum registro de que aquele era o único lugar onde Deus curava. Deus, sendo onisciente, sabe de tudo e conhece as suas necessidades. Não podemos depositar nossas esperanças apenas em crendices, em lugares, em homens, em recursos materiais... Melhor é esperar em Deus, que está em todo lugar, que tudo pode, que tudo sabe. Há multidões, nos dias atuais, esperando um "chacoalhar de águas", uma manifestação mágica de  algum curandeiro ou de algum milagreiro moderno, mas não esperam no verdadeiro Deus. Não pode os correr o risco de depositarmos nossas esperanças em deuses estranhos.

2) Não podemos perder a fé. Esperar demais tm a tendência de sufocar a nossa fé. O tempo de epsra pode abrir brecha para o diabo sobrar maldição em nossos ouvidos. Aquele homem esperou trinta e oito anos, mas ouviu a voz de Deus, vinda diretamente da boca de Jesus. A nossa fé é medida quando passamos pelas dificuldades. Diz a canção: "Quando tudo diz que não, a tua voz me encoraja a prosseguir". Mesmo sofrendo nos "alpendres da vida", sabemos que Deus há de se manifestar. O homem de Betesda acreditou que Deus não o abandonaria e que, um dia, viria a seu encontro. O dia da sua cura pode demorar anos, mas também pode ser hoje.

3)  Não permita que sua esperança se transforme em solidão. Luis de Camões escreveu: "A maior solidão é aquela que se sente quando se está acompanhado". O homem de Bestesda não perdeu a esperança, mas permitiu-se sentir sozinho. Permitiu que o espírito de solidão se apoderou dele.

Temos, no entanto, um problema. Muitas das nossas enfermidades já fazem parte de nossa existência; mais do que isso, o imobilismo causado pela enfermidade se transforma em conformismo e, muitas vezes e em muitos caos, já não desejamos libertação. É mais cômodo ficar como está. Àquele home, Jesus perguntou se ele queria ser curado por isso. E ele respondeu que a solidão, a inexistência de um amigo, lhe impedia a cura. Ser curado, muitas vezes, significa retomar a vida, voltar a andar, movimentar-se, mudar...

Jesus viu e sentiu a dor daquele homem e com você não será diferente, mas é preciso que você responda a mesma pergunta: Você QUER ser curado?

4 de agosto de 2013

É tempo de avivamento

Avivamento é uma palavra que passou a fazer parte do "evangeliquês", um jeito próprio dos crentes se comunicarem, com certos vocábulos que se tornam comuns entre a comunidade. 
"É tempo de avivamento" é o tema da pregação de hoje, contida no texto Joel, 2:27: 
Então vocês saberão que eu estou no meio de Israel. Eu sou o Senhor, o seu Deus, e não há nenhum outro; nunca mais o meu povo será humilhado. "E, depois disso, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os velhos terão sonhos, os jovens terão visões.
Joel 2:27-28

A igreja sempre espera que esta profecia se cumpra da forma como está descrita pelo profeta Joel. A igreja sempre deseja que os jovens profetizem e tenham visões e os velhos sonhem. 
A primeira vez em que isso ocorreu está descrito em Atos dos Apóstolos, na reunião do Cenáculo, quando cerca de 180 pessoas foram impactadas pela presença do Espírito Santo que se manifestou em línguas de fogo e as pessoas começaram a falar em vários outros idiomas. De modo sobrenatural os estrangeiros que assistiram isso entendiam tudo o que era dito, por pessoas que falam naquelas línguas sem as conhecerem. 
É necessário que toda a igreja entenda e pratique o ministério de línguas estranhas, de cura, de milagres. Na verdade, a igreja do século XXI perdeu o significado da palavra avivamento. Há algumas perguntas a serem respondidas para esclarecimento dos cristãos. A primeira delas é: O que é avivamento?
O Pastor Ravenhill diz que: " ... pode haver muito tumulto sem avivamento. Mas, à luz do ensino bíblico e da história da igreja não podemos ter avivamento sem tumulto."  Em Atos 17:6, lê-se: "Esses homens, que tem causado alvoroço por todo o mundo, agora chegaram aqui." É um tumulto santo. O avivamento mexe com as estruturas sociais. 
1- Avivamento de verdade é Deus interferindo nos afazeres do homem, é um esforço divino que modifica a agenda humana com o objetivo de se restabelecer a ordem divina.
2- Avivamento é Deus restabelecendo as forças espirituais que seus filhos perderam ao longo da convivência com o mundo. 
3- Avivamento é uma parcela do poder sobrenatural de Deus sendo disponibilizada ao homem para que haja transformação no mundo. 
A segunda pergunta importante a ser respondida é: "O que não é avivamento?"
1- não é usar o louvor gospel no mundo, para ganhar dinheiro 
2- não é manipulação de multidões 
3- não é instrumento de enriquecimento de líderes e instituições 
Qual é o tipo de avivamento que a igreja necessita: 
1- aquele que restaure no coração do homem o verdadeiro amor a Deus, 
2- aquele que restaura o desejo do homem pelo céu, pelo reino de Deus
3- aquele que inicia o processo de separação do joio do trigo 
4- aquele que defina o cristão verdadeiro e não do interesseiro
O homem deve atender o chamado de Jesus. Este é o verdadeiro avivamento: 
"Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade".
João 4:24

Devocional
A devocional do culto desta noite tem como texto base o último trecho do Antigo Testamento. É o texto do Profeta Malaquias. 
"Pois certamente vem o dia, ardente como uma fornalha. Todos os arrogantes e todos os malfeitores serão como palha, e aquele dia, que está chegando, ateará fogo neles", diz o Senhor dos Exércitos. "Nem raiz nem galho algum sobrará.
Mas para vocês que reverenciam o meu nome, o sol da justiça se levantará trazendo cura em suas asas. E vocês sairão e saltarão como bezerros soltos do curral.Depois esmagarão os ímpios, que serão como pó sob as solas dos seus pés no dia em que eu agir", diz o Senhor dos Exércitos."Lembrem-se da lei do meu servo Moisés, dos decretos e das ordenanças que lhe dei em Horebe para todo o povo de Israel."Vejam, eu enviarei a vocês o profeta Elias antes do grande e terrível dia do Senhor.Ele fará com que os corações dos pais se voltem para seus filhos, e os corações dos filhos para seus pais; do contrário eu virei e castigarei a terra com maldição. "Malaquias 4:1-6

28 de julho de 2013

Cicatrizes


"Sem mais, que ninguém me perturbe, pois trago em meu corpo as marcas de Jesus."  Gálatas 6:17

O texto acima é a base para a pregação de hoje que tem como tema: Cicatrizes. O apóstolo Paulo, na carta aos Gálatas, refere-se às marcas que a pregação do Evangelho de Jesus fez-lhe no corpo. Ele foi açoitado várias vezes enquanto perseguido; também foi apedrejado.

Em toda a Bíblia há uma relação de personagens que adquiriram cicatrizes em virtude de perseguição por causa da fé em Cristo. Em nenhum momento, entretanto, nenhum destes homens usaram estas marcas para se justificar. O evangelho defendido e praticado por estes homens produzia marcas, porque fazia diferença na vida de cada um. 

O tipo de cristianismo que nós praticamos tem sido incisivo de forma a marcar o nosso corpo? Tem provocado mudanças reconhecidas em nosso meio? Uma marca que é facilmente reconhecida pelo mundo, por exemplo, é a capacidade de perdoar e pedir perdão. Humildade, mansidão, domínio próprio também são marcas reconhecíveis e que o cristianismo precisa produzir em nós.

Todas as pessoas que se encontraram com Jesus experimentam mudanças. Você já disse que aceitou Jesus, já se assume publicamente como cristão, como crente ou evangélico. Mas será que o evangelho já produziu em você marcas da mudança proposta por Jesus? Que tipo de marcas são essas? Você tornou-se mais fiel à sua esposa(o), no trabalho; é mais honesto, mais ético, mais carinhoso, tolerante?

Mas há cicatrizes na alma, que também não podem ser ignoradas. Todos as temos. 

Cicatrizes no corpo servem para nos lembrar que somos mais fortes do que as pessoas ou objetos que nos feriram. Você foi ferido, sentiu muita dor, mas sobreviveu. Foi mais forte. 

As cicatrizes na alma também são assim. Você passa por fatos que machucam, que doem, mas você sobreviveu. Você foi mais forte. Em muito casos, isso aconteceu porque a situação não era tão grave. Mas há casos, de tragédias, por exemplo, que sozinho você não conseguiria suportar a dor. Jesus, então, te acolhe, conforta e cura a ferida por mais profunda que seja. 

A vida nos impõe dores que provocam cicatrizes. Com Jesus, você é revestido de uma força que as vezes você nem conhecia. 

Cicatrizes são resultantes de feridas que já não doem no corpo, mas podem continuar doendo na alma. Uma cicatriz no corpo pode ser, ainda, uma ferida sangrante na alma. 

No seu corpo está apenas a marca, mas você não supera a situação e a alma continua dolorida. É preciso deixar o passado, verdadeiramente, para traz. Jesus quando se revela, não tem como objetivo repisar o passado. O propósito de Deus é escancarar as portas do futuro, para abrir o céu. Muitas vezes, novas situações estão prontas, mas você insiste em permanecer no passado sem receber as bençãos de Jesus. 

Nosso corpo foi programado para cicatrizar, mas a nossa alma não foi programada para esquecer e muitas vezes segue sofrendo e "sangrando", sem jamais se permitir cicatrizar. Não há remédio para as feridas da alma. 
Enquanto as feridas da nossa alma não estiverem devidamente cicatrizadas e tratadas pelo Senhor, permaneceremos sofrendo, impedidos de seguir em frente. 

Há quatro palavras, com orientações da Palavra de Deus, que podem ser verificadas para conseguir superar as feridas na alma: 

1-) Perdão. O  perdão não é um sentimento. Você deve decidir perdoar. É um mandamento de Deus que deve ser cumprido em amor a Deus, sem perda de tempo. 

2-) Aceitação do passado. O passado não é passível de mudança. Deve ser reconhecido e aceito. 

3-) Confiança - em relação a Deus. Como fazer para que as determinações do Senhor não lhe causem dor? Confie em Deus. Todas as situações nas suas vidas, inclusive as dificuldades são permitidas por Deus para o seu bem. Confie em Deus e tudo se resolverá. Tenha fé e calma.

4-) Esperança - Amanhã novas portas se abrirão para você, novas oportunidades, novas feridas, novas batalhas. Como enfrentar o futuro? Renova as suas esperanças em Deus e no cumprimento das promessas dEle. Espera pacientemente no Senhor. Chegará o dia em que toda dor cessará. O cristão é o povo mais feliz da terra, porque é o único que experimenta a ressurreição e, nela a esperança da renovação. 

Devocional 
Trouxeram-lhe, então, alguns meninos, para que sobre eles pusesse as mãos, e orasse; mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, disse: Deixai os meninos, e não os estorveis de vir a mim; porque dos tais é o reino dos céus. E, tendo-lhes imposto as mãos, partiu dali.Mateus 19:13-15
Quem quiser chegar ao Reino dos Céus tem que se fazer pequenino. O "nariz empinado", o arrogante, o "sabe-tudo", o coração corrompido pelas mazelas do mundo não entra no reino do céu. Entra a humildade, a serenidade. É preciso morrer para a natureza do homem auto-suficiente e ressuscitar para o espírito inocente e puro da criança que depende do Pai.

21 de julho de 2013

Enfrentando a tormenta



O episódio da tormenta no Mar da Galiléia começa, na verdade, alguns versículos antes da narrativa propriamente dita. Veja Mt 8:18 "Quando Jesus viu a multidão ao seu redor, deu ordens para que atravessassem para o outro lado do mar."
Antes que os discípulos cumprissem a ordem do Mestre, são interrompidos por uma conversa que não vai render fruto nenhum. Há um momento de perda de tempo. Não sabemos exatamente quanto tempo durou aquele diálogo infrutífero, mas algum tempo foi perdido. 
Pode ser que seja o tempo necessário para se chegar à outra margem antes da tormenta? É bastante provável que sim. Jesus, conhecedor de todas as coisas, sabia que uma tempestade os apanharia no caminho e é bastante provável que a ordem de zarpar tenha sido dada no momento certo, na hora exata para que tudo transcorresse sem nenhum obstáculo. 
O Mestre sabia também que a tormenta poderia ser vencida sem maiores problemas, permitiu que aquele diálogo transcorresse, mesmo sabendo que de nada adiantaria na vida daqueles que lhe interrogavam. 
1-) O tempo de Deus é sempre perfeito e preciso. Se aprendermos a observar o tempo de Deus e não o nosso, certamente evitaremos muitas das tormentas da vida.
Tempestades são comuns no Mar da Galiléia. Mas não são tempestades como as que nós conhecemos. As chuvas são muito poucas naquela região. Mas tormentas de ventos acontecem sempre e de forma imprevisível. As bolsas de ar quente e seco provenientes do Saara trazem fortes ventos e uma neblina seca, formada pela finíssima poeira da areia do deserto. 
2-) As tormentas da vida são comuns, mas elas podem se apresentar em formas diferentes aos quais estamos acostumados ou preparados. 
Mas sendo aquele tipo de tormenta algo de certo modo comum naquela região, é de esperar que pescadores acostumados com aquelas águas soubessem o que fazer na hora da tormenta. O texto não mostra discípulos dispostos a lutarem contra os ventos, manobrando as velas e o leme com aquela destreza que eles certamente possuíam, pois eram pescadores que nasceram e se criaram no entorno daquelas águas. 
Talvez tenha sido este o motivo da repreensão de Jesus. O mestre sabia que aqueles homens não possuíam fé para, milagrosamente, repreender o vento, mas pelo menos fé em si mesmos eles deveriam ter. Pelo menos poderiam ter lutado contra o vento, usando suas habilidades, mas a presença de Jesus no barco lhes oferecia uma alternativa mais cômoda. 
3-) A maior parte das tormentas da vida podem ser vencidas com as forças, com a coragem e com a coragem e com a destreza que Deus já nos deu. O fato de termos um Deus que nos ajuda, pode nos transformar em navegantes preguiçosos. 
Jesus não era navegador. Não era barqueiro e nem pescador. Muito embora tenha se criado naquela mesma região, Jesus tinha o ofício de carpinteiro. Suas habilidades humanas não lhe permitiam manobrar aquele barco, mas Ele tinha a autoridade dos céus. Usou-a para acalmar o vento que produzia aquelas ondas assustadoras. 
4-) Como sabemos que existem tormentas para as quais não estamos preparados é sempre bom ter Jesus no nosso barco. 
Entre homens do mar, existem muitas superstições. Como o mar exerce um efeito assustador, os homens tem amuletos, suas crenças, patuás que carregam dentro de seus barcos. Sejam os navegadores de pequenos barcos ou jangadas, ou mesmo os comandantes dos grandes transatlânticos, todos levam algum amuleto a bordo. 
A pergunta de conclusão é: quem ou o que você carrega no teu barco para te salvar na hora da tormenta? Aqueles discípulos foram muito felizes em sua travessias, porque Jesus estava no barco. Não era um amuleto, um patuá, uma reza ou um objeto qualquer, mas era o Deus vivo que navegava com eles. O resultado da ação de Jesus foi tão fantástico e surpreendente, que eles fizeram uma pergunta que ficou marcada na história: 
Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?
No último dia, na hora do julgamento, todos nós teremos que responder a esta pergunta. Para você, quem é Jesus??

14 de julho de 2013

Aprenda a lidar com o Poder

A pregação de hoje tem como texto de análise o que está em Mateus, capítulo 18, versículo 23 a 35. 
23 Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos; 24E, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos; 25E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse.
26Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. 27Então o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida.  28Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves.
29Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. 30Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. 31Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara.
32Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. 33Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?  34E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia. 
35Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.
Jesus contou esta história em uma das conversas que teve com os seus discípulos. É uma história que fala de perdão, mas nas entrelinhas, no contexto há uma mensagem muito forte e clara a respeito do exercício de Poder.  Para isso, analise os capítulos anteriores ao 18 no mesmo livro de Mateus.
No capítulo anterior de Mateus, Jesus levou dos seus discípulos, apenas Tiago, Pedro e João ao monte Tabor onde aconteceu a experiência da transfiguração. Depois disso, Jesus pediu que os três não contassem aos demais. Os três foram diferenciados dos demais, ou pelo menos poderiam sentir-se assim, "mais poderosos". 
Na sequencia, em um encontro com Jesus, a multidão vem ao Cristo reclamar que os seus discípulos não tinham conseguido expulsar demônios. Não conseguiram exercer poder para a tarefa. 
A seguir, Jesus fala aos discípulos sobre a sua morte que se aproxima. Este assunto os deixa tristes pela separação , mas também inquietos porque há um projeto político vislumbrado pelo povo e pelos discípulos prevendo que Jesus seria o próximo rei de Israel, no lugar de Herodes. Se isso ocorresse, os discípulos teriam a oportunidade de obter outro tipo de poder. 
Ainda há uma passagem sobre a questão do imposto, quando Jesus afirma que o povo deve dar a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus. 
O capítulo 18 começa com uma discussão sobre quem era maior no Reino dos Céus. Também tem a passagem bíblica sobre a mãe que pede um lugar aos seus dois filhos no reino de Jesus - o reino terreno sobre o qual o povo tinha expectativa. Jesus responde sobre humildade, sobre servir a Deus e perdão. Pedro então pergunta sobre quantas vezes se deve perdoar o irmão e Jesus responde que 70 vezes 7. 
É neste contexto que Jesus narra a parábola descrita acima. 
A passagem do homem na terra é uma fase de aprendizado para a vida na eternidade. Jesus ensina isso. Para entrar na eternidade temos que passar por Jesus, que é quem abre as portas do eterno. 
Mas o que o homem fará na eternidade? 
Há indicações no texto para algumas respostas.  
No céu, louvaremos a Deus, cantaremos louvores e também exerceremos autoridade como está explicado nesta parábola. No livro de Apocalipse 20:6 diz que os salvos governarão com Cristo. 
Poder para exercer opressão ou justiça. Jesus  dá autoridade para exercer o poder sem a necessidade de força. Este é um dos grandes ensinos de Jesus.  
1- Os muitos exemplos de vida deixados por Jesus nos mostram que o exercício de toda e qualquer forma de poder passa, OBRIGATORIAMENTE, pela prática do amor e do serviço em favor do Reino de Deus. O poder praticado sem amor não é eterno. 
2- Todo tipo de poder que emana do Evangelho de Cristo, seja ele sobrenatural, pessoal ou institucional, deve ser utilizado de forma a engrandecer o Reino de Deus e não reinos humanos. 
3- Todo tipo de poder que emana no Evangelho de Cristo, seja ele sobrenatural, pessoal ou institucional, somente será eterno na medida em que participamos incondicionalmente da eternidade de Deus. Fora da eternidade de Deus, todo poder é passageiro. 
4- Poder de Deus se recebe e se exercita pelo dom do Espírito Santo e não por inspiração humana, determinação política ou conspiração humana. Atos 1:8 "Você receberá poder quando vier sobre você o Espírito Santo." A pessoa desejar poder, como poder exemplo, ser prefeito, vereador, deputado, é legítimo. Mas nesse caso deve-se antes de uma candidatura buscar a vontade e a capacitação do Espírito Santo. Se o Espírito Santo desejar você será. 
Advertência de Jesus:  Mateus 20:25 e 26
"Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles.
Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal."
Mateus 20:25-27

7 de julho de 2013

As sete palavras da Cruz

Jesus é o nosso grande exemplo de comunhão. Cristo nos ensinou de diversas maneiras, com vários discursos, a prática de milagres e ensinos através de parábolas. Jesus foi um grande mestre a ponto das pessoas o chamarem de "Rabi", o Mestre. Alguns também o chamavam de "Raban" -  o escolhido entre os Rabi como um Mestre de nível superior - o Mestre dos Mestres. Outros poucos o chamavam de "Raboni", que significa Meu Mestre. 

Jesus ensina em todas as oportunidades, durante toda a sua vida. Depois que Jesus fez a oração na santa ceia (leia a devocional abaixo) seguiu para o Getsemani, e de lá para a cruz. Mas na cruz, novamente, Jesus ensina. 

Os Evangelhos registram sete expressões, sete ensinos durante as horas em que Cristo esteve na cruz, quatro delas expressas minutos antes de morrer.  Agostinho, no século IV, por isso, afirmou que "A cruz de Cristo foi a cadeira do Mestre na sua aula final".  

1-) A primeira palavra entregue por Jesus na cruz é uma palavra de Cuidado
"Mulher aí está o teu filho, filho aí está tua mãe" (Jo 19:26-27). 
Nesta palavra, Jesus revela o seu cuidado com a mãe que ficaria só, porque José já havia falecido e Ele era o filho mais velho. Cristo delega o cuidado com a mãe a João. Esta manifestação revela a preocupação de Jesus com as necessidades dos seus irmãos. Jesus, na cruz, cuida das necessidades da humanidade. Todos os que creem tem este cuidado a sua disposição. 
2-) A segunda mensagem da cruz é de Perdão 
"Pai perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23:24) 
Esta oração foi feita por Jesus em alto e bom som para que todos aprendessem que o perdão é incondicional, não importa a intensidade do sofrimento imposto por quem ofende. Como está a sua capacidade de perdoar o irmão que te ofendeu ou menosprezou? No momento da cruz, com as mãos furadas, os pés transpassados por pregos, Cristo perdoou. 
3-) Uma palavra de Promessa: 
"Eu lhe garanto: hoje você estará comigo no paraíso" (Lc 23:43) 
Na cruz, Jesus sofrendo muito mais do que o ladrão crucificado ao seu lado, dá-lhe uma palavra de conforto e esperança. Todos sofremos e, como Cristo nos ensina, ainda temos capacidade de dar carinho e palavra de promessa às pessoas que necessitem. Jesus nos ensina o dever de dar suporte ao irmão, independente de qualquer situação que estejamos passando.  
4-) Uma palavra de Justiça: 
"Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mt 27:46) 
O filho de Deus que nunca pecou, não cometeu nenhum crime estava ali desamparado. Esta é uma palavra de justiça porque Cristo estava naquela condição por causa dos nossos pecados. Por um único momento, Deus teve que se afastar de Jesus, para que se cumprisse a justiça divina que possibilitou que Jesus pagasse pelos nossos pecados e, dessa forma resgatasse a comunhão do homem com Deus. 
5-) Uma palavra de Humanidade
"Tenho sede." (Jo 19:28)
A última vez que Jesus bebeu foi na santa ceia, na noite de quinta-feira. Depois disso, foi açoitado, julgado, passou pelo sofrimento de carregar a cruz até o calvário sem beber água, na sexta-feira a tarde. Quando Cristo diz ter sede, afirma também que reconhece todas as necessidades e o sofrimento do homem. 
6-) Uma palavra de Vitória: 
"Está consumado!" (Jo 19:30)
Depois de Cristo dizer que tinha sede, um soldado aproxima-se para tripudiar oferecendo-lhe um líquido amargo. Jesus então declara que tudo o que havia de fazer na Terra estava concluído. O que tinha de ensinar, a "fatura" em pagamento pelo pecado do mundo estava quitada. Dali em diante , as escolhas devem ser de cada um, da decisão de crer e buscar santidade. 
7-) Uma palavra de Descanso: 
"Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito." (Lc 23:46) 
Depois de concluir que estava tudo consumado, Jesus descansou na cruz por um momento e, com isso nos ensinou a descansar nos braços do pai enquanto se enfrenta os piores problemas. Mesmo enfrentando os desafios do mundo e suas dores, podemos aprender com Cristo a descansar no Senhor. 

Devocional 
O texto da devocional de hoje está em João 17, a oração feita por Jesus antes de seguir para o Getsemani, onde entregou-se aos soldados romanos. 

Depois de dizer isso, Jesus olhou para o céu e orou: "Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique. 2Pois lhe deste autoridade sobre toda a humanidade, para que conceda a vida eterna a todos os que lhe deste. 3Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. 4Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer. 5E agora, Pai, glorifica-me junto a ti, com a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse.  6"Eu revelei teu nome àqueles que do mundo me deste. Eles eram teus; tu os deste a mim, e eles têm guardado a tua palavra. 7Agora eles sabem que tudo o que me deste vem de ti.
8Pois eu lhes transmiti as palavras que me deste, e eles as aceitaram. Eles reconheceram de fato que vim de ti e creram que me enviaste. 9Eu rogo por eles. Não estou rogando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus. 10Tudo o que tenho é teu, e tudo o que tens é meu. E eu tenho sido glorificado por meio deles. 11Não ficarei mais no mundo, mas eles ainda estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, protege-os em teu nome, o nome que me deste, para que sejam um, assim como somos um.
12Enquanto estava com eles, eu os protegi e os guardei pelo nome que me deste. Nenhum deles se perdeu, a não ser aquele que estava destinado à perdição, para que se cumprisse a Escritura. 13"Agora vou para ti, mas digo estas coisas enquanto ainda estou no mundo, para que eles tenham a plenitude da minha alegria. 14Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, pois eles não são do mundo, como eu também não sou. 15Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno. 16Eles não são do mundo, como eu também não sou.
17Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. 18Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo.
19Em favor deles eu me santifico, para que também eles sejam santificados pela verdade. 20"Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, 21para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. 22Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: 23eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste.
24"Pai, quero que os que me deste estejam comigo onde eu estou e vejam a minha glória, a glória que me deste porque me amaste antes da criação do mundo. 25"Pai justo, embora o mundo não te conheça, eu te conheço, e estes sabem que me enviaste. 26Eu os fiz conhecer o teu nome, e continuarei a fazê-lo, a fim de que o amor que tens por mim esteja neles, e eu neles esteja".